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    Excesso de chuvas no Sul pode atrasar safra do milho, avalia especialista

    À CNN Rádio, Felippe Serigati explicou que excesso de umidade no solo atrapalha germinação da planta

    Chuva pode levar a produtos de “qualidade inferior e preço elevado.”
    Chuva pode levar a produtos de “qualidade inferior e preço elevado.” 22/08/2023REUTERS/Adriano Machado

    Amanda Garciada CNN

    As fortes chuvas, influenciadas pelo fenômeno meteorológico El Niño, que atingem a região Sul do País podem interferir no cronograma do plantio do milho.

    Esta é a avaliação do professor e pesquisador do centro de agronegócios da FGV-SP Felippe Serigati.

    À CNN Rádio, ele explicou que o momento é desconfortável para os produtores agrícolas.

    “Já iniciamos a safra 23/24 de milho, que colhemos no verão, só que o excesso de chuvas atrasa a semeadura, o terreno úmido atrapalha as máquinas e a germinação da planta”, disse.

    A janela de plantio para o milho, segundo o especialista, “é mais estreita, e o produtor vai ponderar: se não for possível plantar milho, vai apostar na soja.”

    Mesmo assim, Serigati avalia que não é possível prever o tamanho do possível dano.

    “Para agora, podemos sentir falta dos hortifrútis, que são plantas delicadas e suscetíveis ao tempo”, lembrou.

    Isso não significa desabastecimento de itens como alface e cenoura, mas pode trazer produtos de “qualidade inferior e preço elevado.”

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    “Neste caso, quem mais perde é o produtor, que perde renda, já que mobilizou capital e não vai ter retorno”, completou.

    No caso da safra de inverno, como trigo, canola e aveia, pode até haver perda, mas “são plantas amadurecidas e apresentam situação melhor”.

    *Com produção de Isabel Campos