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    Bolsas da Europa fecham em queda, com indicadores fracos e impasse sobre dívida nos EUA

    Índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em baixa de 0,58%, a 466,19 pontos. Em Frankfurt, o DAX recuou 0,44%, a 16.152,86 pontos

    Matheus Andrade, do Estadão Conteúdo

    As bolsas da Europa fecharam na maioria em alta nesta terça-feira (23) em meio à cautela com as discussões pela elevação do teto da dívida nos Estados Unidos e a publicação de uma série de indicadores na Europa.

    Os índices de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) da zona do euro apresentaram sinais de desaceleração, o que foi visto como um sinal de que a economia da região possa entrar em um período complicado.

    O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em baixa de 0,58%, a 466,19 pontos.

    Na segunda-feira (22), o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e o chefe da Câmara dos Representantes, o republicano Kevin McCarthy, não conseguiram chegar um acordo sobre a elevação do teto da dívida, após mais uma rodada de conversas.

    Embora McCarthy tenha chamado o encontro de “produtivo” e o melhor desde que iniciou as negociações com a Casa Branca, o líder oposicionista voltou a defender que o governo americano reduza gastos.

    Na zona do euro, o PMI composto recuou a 53,3 no levantamento prévio de maio, ficando abaixo das expectativas. O do Reino Unido também caiu neste mês, a 53,9. Já o da Alemanha subiu apenas marginalmente, a 54,3.

    Para André Galhardo, consultor econômico da Remessa Online, não restam dúvidas de que a economia europeia retomou o caminho de desaceleração que foi visto ao longo do segundo semestre do ano passado.

    O PMI sugere que a produção industrial alemã atingiu o menor nível desde maio de 2020, quando os piores efeitos econômicos e sanitários da pandemia se mostraram presentes no continente europeu. Em Frankfurt, o DAX recuou 0,44%, a 16.152,86 pontos.

    Na zona do euro como um todo, o PMI industrial de maio também ficou muito abaixo da linha dos 50 pontos e sugere que a produção tenha caído ao menor nível desde junho de 2020.

    “Os dados mostram que o Banco Central Europeu (BCE) não poderá ir muito adiante com a sua política de aperto monetário e que o crescimento do setor de serviços pode continuar provocando aumento de preços e tornar o processo de desinflação mais custoso e prolongado do que o mercado espera neste momento”, afirma Galhardo.

    Em Paris, o CAC 40 caiu 1,33%, a 7.378,71 pontos. Em Milão, o FTSE MIB caiu 0,50%, a 27.174,97 pontos. Em Madri, o Ibex 35 recuou 0,41%, a 9.267,00 pontos. Por outro lado, o PSI 20 avançou 0,35% em Lisboa. Já fora da zona do euro, o FTSE 100 caiu 0,10% em Londres.