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    Bolsas da Europa fecham em baixa, em meio a cautela sobre economia global e commodities em queda

    Índice pan-europeu Stoxx 600 teve baixa de 0,92%, a 456,64 pontos

    Índice de referência STOXX 600 deve registrar perdas em maio
    Índice de referência STOXX 600 deve registrar perdas em maio Reuters

    do Estadão Conteúdo

    As bolsas da Europa fecharam em baixa nesta terça-feira (30), em um cenário de cautela diante de uma série de riscos para a economia global. Apesar dos avanços por um acordo sobre a elevação do teto da dívida dos Estados Unidos, o tema ainda segue em tramitação no Congresso, e ganhou alguns novos obstáculos.

    Enquanto isso, as perspectivas de novas altas de juros para tentar conter a inflação em algumas das principais economias segue pesando nos ativos. Nesta terça, as commodities foram especialmente pressionadas, o que impactou ações ligadas às matérias primas.

    O índice pan-europeu Stoxx 600 teve baixa de 0,92%, a 456,64 pontos.

    Investidores na Europa estão na expectativa de que o Congresso dos EUA inicie nesta quarta-feira (31) a votação do acordo para elevar o teto da dívida, que foi fechado entre a Casa Branca e a oposição republicana no fim de semana.

    Alguns republicanos de linha-dura, porém, ameaçaram na segunda-feira rejeitar o acordo, que é necessário para que os EUA evitem um calote em sua dívida nos primeiros dias de junho.

    Também segue no radar a situação política da Espanha, cujo governo decidiu antecipar a eleição geral para 23 de julho após o Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) do primeiro-ministro Pedro Sánchez ser derrotado nas eleições regionais de domingo, 28. Em Madri, o Ibex 35 caiu 0,21%, a 9.161,10 pontos.

    Da agenda desta terça, destaque para o índice de sentimento econômico da zona do euro, que caiu mais do que o esperado em maio, a 96,5 pontos, embora apenas a confiança do consumidor tenha melhorado marginalmente.

    Para a Oxford Economics, as empresas também estão enfrentando aumento dos custos de empréstimos e um aperto na oferta de crédito pelos bancos. A restrição de crédito pode ter sido agravada pela recente turbulência no setor bancário e pode ter um forte impacto em vários setores, principalmente no setor imobiliário comercial, avalia a consultoria.

    Em Londres, no retorno após o feriado, o FTSE 100 caiu 1,38%, a 7.522,07 pontos.

    Em Paris, a petroleira Total despencou 3,28%, pressionando o CAC 40 a uma baixa de 1,29%, a 7.209,75 pontos.

    A Galp caiu 3,73% em Lisboa, onde o PSI 20 caiu 1,31%, a 5.793,68 pontos.

    Em Milão, Eni (-2,39%) e Saipem (-1,89%) estiveram entre as principais quedas do FTSE MIB, que baixou 0,16%, a 26.575,76 pontos.

    Em Frankfurt, o DAX caiu 0,27%, a 15.908,91 pontos.