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    “Brasil é prisioneiro de uma armadilha de crescimento zero”, diz Guedes

    Em encontro de empresários, ministro da Economia afirma que a taxa de investimento está chegando a 20%, o pico desde 2014

    Fabrício Juliãodo CNN Brasil Business em São Paulo

    O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse em evento da CNI (Confederação Nacional da Indústria), nesta terça-feira (7), que o Brasil terá desaceleração na economia, mas não vai entrar em recessão.

    “Temos que resistir ao ceticismo dos perdedores das eleições anteriores e reagir com a realidade: a inflação está subindo, mas é um problema do mundo inteiro”, afirmou Guedes. “O BC está subindo juros e isso desacelera crescimento, mas não causa recessão, pois a taxa de investimento está chegando a 20%, o pico desde 2014“, acrescentou.

    Guedes chamou de “conversa fiada” as críticas que recebeu nas últimas semanas sobre os riscos fiscais que traz o novo programa social do governo, Auxílio Brasil. “Muito se diz de falta de controle fiscal, irresponsabilidade, populismo fiscal…conversa fiada, falsa narrativa”, afirmou.

    “A verdade é que chegamos com um déficit de 2% do PIB e no primeiro ano puxamos para 1%. Chegou a doença [coronavírus] e fomos para um déficit de 10,5%, mas este ano fechamos o déficit em 1% do PIB. Nenhum país no mundo fez isso”, disse,

    Durante o evento, o ministro fez críticas às administrações anteriores, afirmando que o Brasil é “prisioneiro de uma armadilha de crescimento zero” e ressaltou que o país tem capacidade de ser a maior potência agroindustrial do mundo.

    O economista também fez menção às reformas, promessas do atual governo durante a campanha eleitoral, que estão paradas no Congresso. “As reformas estão lá. Quem pede a reforma administrativa, tributária… está tudo lá, é só aprovar. Não é só a PEC 110, está lá o imposto de renda também”, disse.

    “No primeiro ano, começamos com a grande reforma da previdência. Não fizemos completa, queríamos fazer mais, colocar um sistema de capitalização com poupança garantida. O Brasil estaria já assegurando maiores taxas de investimento e crescimento futuro. Deixaram-nos fazer só pela metade”, continuou.