Em semana de Copom, mercado aumenta para 6,05% estimativa da inflação em 2023, diz Focus

Segundo boletim do BC, mercado elevou pela quarta semana a projeção para o IPCA; nesta terça-feira (2) começa a primeira reunião do Copom depois do anúncio do novo marco fiscal

Samantha Klein, da CNN, Brasília
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Os economistas do mercado financeiro ouvidos pelo Banco Central (BC) elevaram pela quarta semana consecutiva a projeção para a inflação em 2023. De acordo com o Boletim Focus desta terça-feira (2), a mediana das expectativas é que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2023 feche em 6,05%, ante estimativa de inflação de 6,04% divulgada há uma semana.

Nesta terça-feira também começa a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). Até amanhã, os membros do comitê discutirão a atual conjuntura econômica para divulgarem, na noite de quarta-feira (3), se o atual patamar da Selic - 13,75% ao ano - será mantido, elevado ou reduzido. A expectativa é de nova manutenção da taxa básica de juros. 

 

Mesmo com a maior pressão inflacionária vista pelo mercado, a mediana das projeções para a Selic manteve-se em 12,5% para o fim de 2023, assim como na semana anterior. O mesmo acontece com a previsão para 2024, que ficou em 10%. Para 2025 a projeção para a taxa básica de juros foi mantida em 9%.

Ainda que o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto venha reiterando que o movimento de redução da taxa de juros é mais lento do que os movimentos políticos, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), registrou aumento de 3,32% em fevereiro, crescimento significativo na comparação com janeiro, o que poderá ter impacto na tomada de decisão do Copom.

Em relação ao crescimento da economia brasileira em 2023, o mercado projeta que o PIB cresça 1% em 2023, leve aumento em relação à semana passada, quando a estimativa era de expansão de 0,96%. Para 2024 a perspectiva é de crescimento econômico de 1,41% e 1,8% para 2025.

O mercado também atualizou as previsões para a dívida líquida do setor público. Segundo a pesquisa, o endividamento deve encerrar o ano em 60,55% do PIB, abaixo da projeção de 61% da semana anterior.

Em relação ao dólar, a expectativa é de a moeda fechar o ano cotada em R$ 5,20, mesmo resultado da semana anterior, refletindo o patamar de cotação na casa dos R$ 5 registrados nas últimas semanas. Já para 2024, a mediana das projeções é de moeda norte-americana em R$ 5,25, também demonstrando otimismo com a estabilização do câmbio.

O Índice Geral Preços do Mercado (IGP-M), que baliza o reajuste dos aluguéis, tem projeção significativamente menor do que na semana anterior, o que é um reflexo da prévia do PIB. Os economistas consultados projetaram taxa de 2,18% em 2023 contra 3,03% previstos no Focus de sete dias atrás. Para o ano que vem, a expectativa é do índice em 4,18%.

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