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    Ibovespa fecha em alta de 0,23% e dólar sobe a R$ 5,13 com Copom e inflação

    Principal índice da B3 encerrou aos 108.651,05 pontos, enquanto a moeda norte-americana valorizou 0,32%

    João Pedro MalarArtur Nicocelido CNN Brasil Business*

    em São Paulo

    O dólar fechou em alta de 0,32%, a R$ 5,129, nesta terça-feira (9), em um movimento de ajuste da moeda após fortes quedas e com uma cautela no exterior antes da divulgação da inflação nos Estados Unidos na quarta-feira (10). Ao mesmo tempo, o mercado repercute a divulgação da ata do Copom e do IPCA de julho.

    O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou deflação, com recuo de 0,68% no mês de julho. Foi a menor taxa desde 1980, e o dado reforça a perspectiva de que o Banco Central pode já ter encerrado o ciclo de alta de juros ou estar próximo do fim.

    Já o Ibovespa encerrou em alta de 0,23%, aos 108.651,05 pontos, renovando as máximas em dois meses. O mercado digeriu também os dados do Comitê de Política Monetária, enquanto o índice subiu conforme a Vale acelerou os ganhos para mais de 2% durante a sessão e Itaú Unibanco avançou 2,6% após resultado robusto de segundo trimestre e melhora de previsões para o ano.

    Na segunda-feira (8), o dólar teve queda de 1,07%, a R$ 5,113. Já o Ibovespa fechou em alta de 1,81%, aos 108.402,27 pontos.

    Copom

    Em ata, o Comitê de Política Monetária (Copom) destacou que as políticas de auxílio de complementação a renda aprovadas recentemente pelo Congresso “pode elevar os prêmios de risco do país e as expectativas de inflação”, o que pode demandar nova elevação na taxa Selic.

    Com a taxa Selic seguindo as projeções do mercado, as reações entre investidores foram positivas.

    Em relatório, a Ativa Investimentos afirma que “estamos perto do pico dos nosso juros e, com isso, já sentimos parte do mercado antecipando o movimento na bolsa e esperando se aproveitar da combinação de futura queda de juros e a atual existência de bons ativos que permitem uma boa margem de segurança”.

    Sentimento global

    A forte aversão global a riscos dos investidores, desencadeada por temores sobre uma possível desaceleração econômica generalizada devido a uma série de altas de juros pelo mundo para conter níveis recordes de inflação, aliviou nos últimos dias, refletindo a expectativa de um ciclo de alta de juros menos agressivo nos Estados Unidos.

    O processo de elevação da taxa norte-americana continuou em julho com uma nova alta de 0,75 ponto percentual. Entretanto, o Federal Reserve sinalizou que pode realizar altas menores conforme a economia do país já dá sinais de desaceleração, buscando evitar uma recessão.

    Os juros maiores nos Estados Unidos atraem investimentos para a renda fixa do país devido a sua alta segurança e favorecem o dólar, mas prejudicam os mercados de títulos e as bolsas ao redor do mundo, inclusive as norte-americanas.

    Os investidores monitora ainda a situação da economia da China, que também dá sinais de desaceleração ligados a uma série de lockdowns em cidades relevantes. A expectativa é que o governo chinês intensifique um esforço para estimular a economia, o que deve ajudar a manter uma demanda alta por commodities.

    No cenário doméstico, a PEC dos Benefícios, que cria ou expande benefícios sociais com custo estimado em R$ 41 bilhões, foi mal recebida pelo mercado, já que reforça o risco fiscal ao trazer novos gastos acima do teto.

    O Ibovespa e o real foram prejudicados pelo cenário, mas um aparente otimismo maior no mercado vem permitindo uma recuperação.

    Sobe e desce da B3

    Veja os principais destaques do pregão desta terça-feira:

    Maiores altas

    • Qualicorp (QUAL3) +3,45%;
    • Itaú (ITUB4) +2,61%;
    • Braskem (BRKM) +2,20%;
    • Cemig (CMIG4) +2,18%;
    • Vale (VALE3) +2,07%

    Maiores baixas

    • CVC (CVCB3) -10,96%;
    • Natura (NTCO3) -9,62%;
    • Méliuz (CASH3) -8,96%;
    • Gol (GOLL4) -6,78%;
    • Petz (PETZ3) -6,04%

    *Com informações da Reuters