Velocidade e intensidade da inflação surpreendem o mundo, diz economista

Para Stephan Kautz, economista-chefe da EQI Asset, BC deve monitorar a rapidez de uma provável desaceleração da inflação para ela ser convergente à meta de 2022

Vinícius Tadeu, da CNN, em São Paulo
  • Foto: José Cruz/Agência Brasil
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Em entrevista à CNN Brasil nesta quinta-feira (16), o economista-chefe da EQI Asset, Stephan Kautz, afirmou que a inflação que atinge atualmente o mundo ocorreu de modo mais intenso do que os economistas e os países esperavam.

"Surpreende muito para os países desenvolvidos e para o resto do mundo a velocidade e a intensidade dessa inflação. Ela veio muito acima do que os economistas e o BC imaginavam que poderia ser no início", destacou.

Segundo ele, é importante o Banco Central (BC) ter a convicção de que a inflação está em uma trajetória consistente de desaceleração, pois a entidade também deve constatar a rapidez que a inflação recua.

"O Banco Central tem uma meta de 3,25%, e divulgou que já espera que a inflação do ano que vem fique em torno de 4%. Então, ele tem que ver que a inflação não somente está desacelerando, mas também esteja diminuindo na velocidade que seja convergente com a projeção", completou.

 

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