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    Governo precisa ser transparente e convincente com relação aos números do Orçamento, diz especialista

    Ministério da Fazenda deve enviar ao Congresso Nacional pelo menos quatro propostas para aumentar a arrecadação e cumprir a meta de déficit fiscal para 2024

    Fernando Haddad deve enfrentar dificuldades para aprovar propostas com deputados e senadores
    Fernando Haddad deve enfrentar dificuldades para aprovar propostas com deputados e senadores REUTERS/Adriano Machado

    Da CNN

    São Paulo

    O Ministério da Fazenda deve enviar ao Congresso Nacional pelo menos quatro propostas junto com o Orçamento de 2024.

    Os modelos pretendem distensionar o cenário ao redor do ministro Fernando Haddad, que vem sendo pressionado para aumentar a arrecadação e cumprir a meta de zerar o déficit fiscal do ano que vem.

    Confira algumas das medidas:

    Em entrevista à CNN na noite da última segunda-feira (7), o economista e pesquisador associado do Insper, Marcos Mendes, afirmou que o governo não está tendo clareza das estimativas de arrecadação.

    “A estimativa para o CSLL [Contribuição Social sobre o Lucro Líquido] é de R$ 88 bilhões, mas já tem gente do governo falando em R$ 40 bilhões. Na Lei de Diretrizes Orçamentárias a previsão foi de R$ 47 bilhões”, comentou.

    “A tributação de apostas esportivas, foram previstos valores de R$ 12 bilhões a R$ 15 bilhões, mas já estão falando em R$ 2 bilhões”, afirmou.

    Para Mendes, o governo precisa ser transparente e convincente com relação aos números, uma vez que adotou a estratégia de “jogar todas as fichas” na Receita Federal.

    “Os números estão dançando, saindo de uma caixa-preta, a gente não sabe de onde vêm”, disse.

    “O governo não pode ficar tirando números da cartola toda hora. Isso já está deteriorando a credibilidade do ajuste fiscal, até mesmo pela forma que os números de 2023 estão sendo tratados”, avaliou.

    O especialista destacou que o déficit fiscal subiu 35% desde o primeiro relatório bimestral de avaliação de receitas e despesas.

    “A receita está só caindo e as despesas estimadas só aumentam”, comentou.

    “Se falava em 0,5% de déficit no começo do ano, e agora estão falando que estão perseguindo 1% do PIB [Produto Interno Bruto], enquanto as contas estão indicando 1,36%”, avaliou

    “Temos que tratar com muita seriedade essa questão de estimativa de receita e mostrar de onde vêm os números”, concluiu.

    Veja também: Governo abandona metas fiscais para 2023 e 2024

    Publicado por Amanda Sampaio, da CNN.

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