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    Haddad defende medidas para manter fluxo comercial com a Argentina

    Em audiência na Câmara, ministro defendeu ações da Fazenda para manter fluxo comercial e que será cobrado se empresas brasileiras deixarem de exportar com o parceiro do Mercosul

    Presidentes Alberto Fernández, da Argentina, e Lula, do Brasil, falam após reunião
    Presidentes Alberto Fernández, da Argentina, e Lula, do Brasil, falam após reunião CNN

    Samantha Kleinda CNN

    Brasília

    O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta quarta-feira (17) que o governo federal precisa se preocupar em garantir o fluxo comercial com a Argentina e buscar medidas que apoiem a economia do vizinho, que anunciou nesta semana novo pacote para tentar conter a fuga de dólares e a inflação.

    Em audiência conjunta das Comissões de Desenvolvimento Econômico e de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados, Haddad ressaltou a importância de medidas para manter a exportação ao país vizinho.

    Os governos do Brasil e da Argentina discutem a criação de uma linha de crédito de exportação entre ambos países. A ideia é financiar a exportação de insumos para a indústria argentina, que está enfrentando graves dificuldades na obtenção de produtos básicos. Segundo Haddad, atualmente, mais de 200 indústrias brasileiras exportam para o parceiro comercial.

    “Isso não significa fazer favor a ninguém. Faz parte do interesse brasileiro falar de um importante parceiro comercial. Faz parte do interesse falar do principal parceiro comercial do Mercosul. Quando uma empresa demitir por não vender para a Argentina, vão me questionar se não tem que fazer nada. E não falto com minhas obrigações porque se tem de pensar o conjunto”, disse.

    Na semana passada, o ministro pediu o apoio dos Estados Unidos para intervir junto ao Fundo Monetário Internacional (FMI) para ajudar a solucionar a crise argentina. Haddad conversou sobre o assunto com a secretária do Tesouro dos EUA, Janet Yellen, em uma reunião bilateral durante encontro dos ministros das Finanças do Grupo dos Sete (G7), no Japão.

    Haddad ainda destacou que o acordo do Mercosul com a União Europeia também depende da saúde financeira do país vizinho.