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    Haddad diz que ainda não tem novidades sobre mudança na meta fiscal

    Ministro diz que pressão é contraproducente e não ajuda

    O ministro da Fazenda, Fernando Haddad
    O ministro da Fazenda, Fernando Haddad REUTERS/Adriano Machado

    Cristiane Nobertoda CNN

    Brasília

    O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que ainda não tem novidades sobre a alteração na meta de zerar o déficit fiscal em 2024. Ele sinalizou que os debates estão ocorrendo e que, quando o cenário mudar, informa à imprensa.

    “Quando tiver novidades (sobre a mudança da meta), eu falo com vocês, nunca me indispuz. (…) Ontem (quinta-feira) eu falei sobre esse assunto e permanece o mesmo: assim que eu tive a novidade, eu reporto”, disse na porta do Ministério da Fazenda.

    O ministro tem sido questionado frequentemente sobre a mudança na meta desde que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou a jornalistas, na sexta-feira passada (27), que o governo federal não precisa perseguir o déficit zero, apesar dessa ser uma das principais bandeiras do Ministério da Fazenda.

    Na tarde de quinta-feira (2), o ministro falou na sede da Fazenda que novidades serão anunciadas em breve, e que pressionar para falar sobre o tema chega a ser “contraproducente e não ajuda”.

    Nesta sexta, Haddad chegou a dizer que é “muita agressividade” desnecessária por parte da imprensa e que ele está sempre sendo “educado” com os jornalistas.

    O déficit primário acontece quando o valor das despesas do governo é maior que as receitas. Há superávit quando as contas têm resultado positivo de todas as receitas e despesas, excluindo gastos com pagamento de juros.

    Novas regras foram estabelecidas no arcabouço fiscal, sancionado em agosto após tramitar no Congresso Nacional. A meta de zerar o déficit fiscal já consta no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2024.

    No entanto, para chegar ao resultado, a equipe técnica econômica calcula a necessidade de arrecadar R$ 168 bilhões no ano que vem. Para isso, foram enviadas medidas ao Congresso. Porém, parte delas ainda não foram aprovadas ou nem começaram a tramitar.

    Assim, o Ministério da Fazenda e o Palácio do Planalto já consideram como certa a alteração da meta. A mudança deverá ser para um déficit de 0,25% e 0,5% do PIB, segundo apurou a CNN e será enviada uma mensagem modificativa para alterar o PLDO no Congresso.

    Também nesta sexta, durante uma reunião com ministros do governo no Palácio do Planalto, o presidente Lula se direcionou ao ministro Haddad e disse que “dinheiro bom é dinheiro transformado em obras”.

    “Eu sempre digo o seguinte pra quem tá na Fazenda: dinheiro bom é dinheiro no Tesouro [Nacional]. Mas para quem está na presidência, dinheiro bom é dinheiro transformado em obras, em estradas, escolas, saúde. Ou seja, se o dinheiro estiver circulando e gerando emprego é tudo o que um político quer e que um presidente deseja”, declarou.

    Além da discussão sobre a meta, há também um contexto de pressão sobre a liberação de recursos para obras no ano eleitoral de 2024, quando serão eleitos prefeitos e vereadores.

    A ideia do PT é conquistar o máximo de prefeituras e legislativos locais no próximo ano.

    Veja também: Ibovespa caiu após incertezas com meta fiscal