IFI alerta para despesas crescendo acima das receitas e déficit estrutural

Relatório da Instituição Fiscal Independente aponta desequilíbrio fiscal com gastos fora do orçamento entre R$ 63 bi e R$ 69 bi

Da CNN Brasil
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A Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado Federal divulgou, nesta quinta-feira (20), o Relatório de Acompanhamento Fiscal (RAF) de agosto, apontando que o quadro fiscal brasileiro permanece essencialmente inalterado.

O documento revela que as despesas continuam crescendo em ritmo superior ao das receitas, em um cenário que preocupa analistas e investidores.

A avaliação ocorre a menos de dois meses das eleições, colocando o debate sobre o orçamento público no centro das atenções — embora, segundo analistas, esse tema ainda não tenha ganhado o espaço que merece na disputa eleitoral.

Despesas superam receitas nos primeiros sete meses do ano

Nos sete primeiros meses do ano, as receitas cresceram 6%, enquanto as despesas avançaram 6,3%. Apesar da diferença aparentemente pequena, a analista de economia da CNN Lucinda Pinto destacou que a tendência é de piora.

"O problema é que a gente vem para um cenário de economia mais fraca, então a probabilidade é que essas receitas diminuam", afirmou.

Com base nos dados atuais, a IFI projeta que o Brasil deverá cumprir a meta fiscal de superávit de 0,25% do PIB. No entanto, Lucinda Pinto chamou atenção para um ponto crítico: uma parcela significativa dos gastos não está sendo contabilizada dentro do orçamento oficial.

"A gente imagina que seja algo entre R$ 63 bilhões e R$ 69 bilhões que não estão sendo contabilizados, que estão sendo gastos fora dessa contabilidade da meta de 0,25%", explicou.

Mercado financeiro reage ao desequilíbrio fiscal

O cenário de desequilíbrio fiscal tem gerado reações negativas no mercado financeiro. Segundo Lucinda Pinto, os investidores que financiam o Tesouro Nacional por meio da compra de títulos públicos têm exigido juros cada vez mais elevados diante da percepção de risco.

"O mercado olha para a dívida, se preocupa, exige um juro mais alto, o governo paga mais caro para financiar essa dívida e o desequilíbrio fiscal vai aumentando", descreveu a analista, caracterizando a situação como uma espécie de espiral negativa.

Nos últimos dias, o humor do mercado financeiro piorou consideravelmente, com os juros longos em alta e a Bolsa em queda. Diante desse quadro, o Ministério da Fazenda teria começado a adotar uma narrativa de maior preocupação com as contas públicas, sinalizando a implementação de um plano mais rigoroso de controle fiscal.

"Estamos na expectativa para saber que planos são esses, que medidas são essas", concluiu Lucinda Pinto.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.
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