Ibovespa fecha em alta e renova máximas históricas após S&P elevar nota do Brasil; dólar cai a R$ 4,86
Investidores também repercutiram a Ata do Copom, que sinalizou manutenção dos cortes de 0,5 p.p. na taxa Selic
O Ibovespa encerrou o dia em alta nesta terça-feira (19) flertando com os 132 mil pontos e renovando máximas históricas após a agência de classificação de risco S&P elevar a nota de crédito do Brasil. O índice subiu 0,59%, aos 131.850,90 pontos. Na máxima, chegou a 131.940,58 pontos, recorde intradia.
A decisão da agência acentuou a queda do dólar, que já recuava no exterior. Com isso, a moeda americana perdeu 0,78%, sendo negociada a R$ 4,865 na venda.
Essa foi a segunda sessão consecutiva de queda do dólar, ao menor preço em um mês, desde 20 de novembro, quando encerrou em R$ 4,8523. Em dezembro, a moeda norte-americana acumula baixa de 1,02%.
Ata do Copom
A moeda norte-americana à vista oscilou no território negativo durante toda a sessão. A ata do último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, divulgada mais cedo, foi um dos fatores que favoreceram o movimento.
Nela, o BC corroborou a expectativa majoritária de que o colegiado promoverá pelos menos mais dois cortes de 0,50 ponto percentual da Selic em seus próximos encontros, em janeiro e março. Profissionais do mercado avaliaram que o documento não deixou margem para aceleração dos cortes para 0,75 ponto percentual.
Na prática, a visão é de que, apesar dos cortes, a Selic -- atualmente em 11,75% ao ano -- seguirá em níveis elevados, mantendo o Brasil competitivo em termos de diferencial de juros, o que favorece a atração de capital.
Esta avaliação é reforçada pelas apostas de que o Federal Reserve iniciará seu ciclo de cortes de juros em março. Na sessão desta terça-feira, os rendimentos do título norte-americano de dez anos -- referência global de investimentos -- voltaram a ceder em função desta perspectiva, o que fazia o dólar cair ante a maior parte das demais divisas.
S&P eleva rating do Brasil
Durante a tarde, o dólar renovou as cotações mínimas da sessão após a agência de classificação de risco S&P elevar a nota de longo prazo do Brasil para "BB", de "BB-". A agência afirmou que a aprovação da reforma tributária estende o histórico de implementação de "políticas pragmáticas" no país nos últimos sete anos.
A nota brasileira segue em território especulativo, dois degraus abaixo do chamado grau de investimento. A S&P informou que a perspectiva para a nota é estável.


