Ibovespa fecha em queda com balanços no radar; dólar cai após Fed e PIB dos EUA
Ações de GPA e Ambev caíram após divulgação de balanços; Multiplan, por outro lado, teve um bom desempenho após reportar alta de 32% no lucro do 2º tri

Depois da decisão do Fed de manter as taxas de juros entre 0% e 0,25% nos EUA, o dólar fechou em queda ante o real nesta quinta-feira (29). A divisa recuou 0,6%, para R$ 5,0795. Investidores também olharam para o PIB dos EUA, que cresceu abaixo do esperado.
Com o resultado desta quinta, o dólar atingiu a mínima desde 2 de julho, quando fechou negociado a R$ 5.0523.
Na B3, o Ibovespa terminou o pregão em queda com uma nova bateria de balanços no radar. O índice recuou 0,48%, para 125.675 pontos.
As ações do GPA (PCAR3) despencaram 7,4%, após quase zerar o lucro no segundo trimestre, com o grupo varejista citando efeitos de restrições ao funcionamento de lojas devido a um repique da Covid-19 e a forte base de comparação anual.
Ambev (ABEV3) perdeu 1,15%, mesmo após salto no lucro com volumes consolidados recordes para um segundo trimestre.
Por outro lado, Multiplan (MULT3) subiu 5,36% após divulgar na noite da véspera alta de 32% do lucro no segundo trimestre, uma vez que a administradora de shopping centers se beneficiou da retomada gradual das atividades de lojistas.
Nos EUA, dados desta quinta-feira mostraram que o Produto Interno Bruto (PIB) norte-americano cresceu a uma taxa anualizada de 6,5% no segundo trimestre. A projeção de analistas ouvidos pela Refinitiv era de alta de 8,5%. Ao mesmo tempo, os pedidos de auxílio-desemprego caíram para 400 mil na semana encerrada em 24 de julho.
Internamente, os investidores repercutiram o IGP-M. O Índice Geral de Preços - Mercado acelerou a 0,78% em julho, de 0,60% em junho, bem abaixo da mediana de mercado apurada pelo Broadcast, de 0,90%.
No mercado de trabalho, o Ministério da Economia divulgou que foram criadas 309.114 novas vagas formais no país em junho. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Foi o melhor resultado mensal desde fevereiro deste ano.
Lá fora
Os mercados de ações dos Estados Unidos terminaram em alta nesta quinta-feira, impulsionados pelos robustos balanços e previsões de empresas do país, enquanto dados mostraram que a economia dos EUA está acima do nível pré-pandemia.
A economia norte-americana cresceu solidamente no segundo trimestre, mas em ritmo mais lento do que o esperado por economistas.
O Dow Jones subiu 0,44%, para 35.084 pontos. O S&P 500 ganhou 0,42%, para 4.419 pontos. E o Nasdaq Composite teve acréscimo de 0,11%, para 14.778 pontos.
A China intensificou as tentativas de acalmar os nervos dos investidores depois de fortes perdas nesta semana, dizendo a corretoras estrangeiras para não "interpretarem exageradamente" suas últimas ações regulatórias, o que abriu caminho para uma recuperação das ações nesta quinta-feira.
A mídia estatal se juntou ao esforço para dizer que ativos denominados em iuan na China permanecem atrativos e que o pânico do mercado não representa valor de longo prazo.
As ações da China tiveram seu melhor dia em dois meses nesta quinta-feira.
O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, subiu 1,89%, enquanto o índice de Xangai teve alta de 1,49%. Mas na semana, eles ainda têm quedas de 4,7% e 3,9%, respectivamente.
O índice Hang Seng de Hong Kong encerrou a sessão com ganho de 3,3%, reduzindo a perda desta semana para 3,7%.
Os ganhos aconteceram depois que o regulador de valores mobiliários teve na quarta-feira à noite reunião com executivos de grandes bancos globais de investimento com o objetivo de acalmar os mercados financeiros, disseram à Reuters pessoas familiarizadas com o assunto.
A reunião somou-se aos esforços oficiais para sustentar a confiança dos investidores, que tem sido afetada pelas ações regulatórias de Pequim que atingiram empresas dos setores de tutoria privada e de tecnologia.
*Com Reuters e Estadão Conteúdo