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    Itaú começa a oferecer compra e venda de bitcoin e ether com custódia no banco

    Itaú Digital Assets também participa ativamente do projeto piloto para implementação da moeda digital do BC

    Marcas como MB, Binance, Foxbit e Mynt, do BTG Pactual já trabalham com criptoativos
    Marcas como MB, Binance, Foxbit e Mynt, do BTG Pactual já trabalham com criptoativos Kanchanara/Unsplash

    de Reuters

    O mercado de compra e venda de criptoativos no Brasil passa a contar com um concorrente de peso a partir desta segunda-feira (4), quando o Itaú Unibanco inicia a oferta para negociação de bitcoin e ether por meio da sua plataforma de investimentos íon.

    O maior banco brasileiro entra em um segmento no qual já estão ‘players’ como MB, Binance, Foxbit e Mynt, do BTG Pactual, entre outros, e aposta como diferencial o fato de que os ativos digitais estarão custodiados no próprio banco.

    “É a primeira solução de mercado que utiliza uma custódia de um dos grandes bancos do mercado”, afirmou o diretor da Itaú Digital Assets, Guto Antunes, ressaltando que a guarda dos ativos foi um tema “super relevante” considerado pela equipe da instituição para o lançamento dos serviços.

    O executivo acrescentou que a decisão do banco de começar a oferecer compra e venda de criptomoedas acompanha o amadurecimento e a evolução da regulação para ativos digitais.

    A chegada do Itaú a esse universo ocorre em um momento menos turbulento para criptomoedas, com o bitcoin acumulando uma valorização de mais de 130% até o momento em 2023, após um tombo de 64% em 2022, ano que foi marcado pelo colapso da exchange FTX.

    Apesar da forte recuperação, a cotação no patamar de US$ 38,4 mil do bitcoin – R$ 203.447,79 na cotação para a moeda brasileira – permanece distante da máxima histórica de US$ 69 mil, alcançada durante uma sessão em novembro de 2021.

    De acordo com Antunes, na etapa inicial, os clientes cadastrados no íon poderão comprar as criptomoedas com valor mínimo de R$ 10, a taxa zero. A formação de preço ocorrerá por meio de “pools” de liquidez, afirmou ele, sem detalhar. “Temos uma estrutura já adaptada para fazer esse acesso.”

    A ideia também não é parar nas duas criptomoedas de maior capitalização no mundo.

    “Começa pelo bitcoin, mas o nosso grande planejamento estratégico é estender para outros criptoativos no futuro, de acordo com a evolução regulatória e também outros tipos de token com a evolução do mercado de tokenização de ativos reais”, afirmou o executivo.

    Na contramão, XP Inc e PicPay anunciaram em outubro a clientes que não iriam mais oferecer operações de compra e venda de criptoativos, pouco mais de um ano após lançarem suas exchanges em agosto de 2022. A XP não explicou, mas o PicPay citou indefinição regulatória do setor.

    “Nós sabemos que num futuro próximo existe um potencial muito grande para tokenização de ativos reais e que isso parte por esse comportamento também de se comprar criptomoedas”, argumentou o executivo da Itaú Digital Assets.

    “É isso o que o Itaú acredita bastante, nesse potencial não só em criptomoedas, mas de toda a tecnologia blockchain que dá possibilidade de ter tokens, distribuição de tokens.”

    A Itaú Digital Assets também participa ativamente do projeto piloto para implementação do Drex, a moeda digital do Banco Central brasileiro.

    Veja também: Saiba como funciona o Drex