
Acordos fechados preveem cooperação de longo prazo com EUA, diz especialista
Diretor de Comércio Internacional da BMJ destaca importância de demonstrar comprometimento em temas estratégicos para fortalecer relações bilaterais
O Brasil está buscando estabelecer uma base sólida para cooperação duradoura com os Estados Unidos por meio de acordos comerciais que vão além de questões pontuais. A análise foi apresentada por José Pimenta, diretor de Comércio Internacional da BMJ, durante sua participação no WW desta terça-feira (29).
Segundo Pimenta, o momento atual exige que o Brasil demonstre claramente suas intenções de cooperação em temas estratégicos com os Estados Unidos. "É necessário apresentar projetos grandes, planos de trabalho e programas que mostrem que há realmente a vontade do Brasil em cooperar em temas estratégicos", explicou.
Áreas Estratégicas de Cooperação
Entre os temas prioritários para cooperação bilateral destacam-se as questões envolvendo empresas de tecnologia, minerais críticos e terras raras. A necessidade de investimento estrangeiro direto também foi enfatizada, considerando que o Brasil não possui capital suficiente para investir em todos os setores estratégicos.
O especialista ressaltou que o componente político nas negociações é algo já esperado e "precificado" pelo setor privado americano. "Esses diálogos que ocorrem bilateralmente têm um peso político muito forte, não só no Brasil, mas também ocorreu no caso do Canadá, México, Japão e União Europeia", afirmou.
A chave para o sucesso das negociações, segundo Pimenta, está em equilibrar as questões políticas com iniciativas práticas de longo prazo. O foco deve ser mantido na construção de uma discussão democrática e aberta, na qual os Estados Unidos possam participar ativamente, contribuindo para o desenvolvimento de projetos estratégicos mútuos.


