Agricultura tropical pode ser solução, diz Embrapa

Durante a COP30, em Belém, AgriZone mostra soluções de agricultura sustentável e baixo carbono, atraindo delegações internacionais interessadas em tecnologias brasileiras

Da CNN Brasil
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A Embrapa marcou presença significativa na COP30, em Belém, com a organização da AgriZone, espaço que se tornou um dos mais visitados do evento climático. A área demonstrou como a agricultura tropical pode ser uma solução efetiva para as mudanças climáticas, apresentando tecnologias para adaptação e mitigação.

O espaço recebeu mais de 20 mil visitantes e sediou mais de 400 painéis, incluindo participações de instituições internacionais. Delegações da América do Norte, Europa, Ásia e Oceania demonstraram interesse em conhecer as adaptações tecnológicas desenvolvidas para a agricultura tropical brasileira, especialmente países como África, Índia e Indonésia.

Em entrevista ao CNN Money, Silvia Massruhá, presidente da Embrapa, destaca as inovações apresentadas, como os sistemas agroflorestais da Amazônia, produtos biofortificados para combate à fome oculta, variedades de feijão caupi desenvolvidas para o Nordeste e protocolos de produção de baixo carbono para soja e trigo. A integração lavoura-pecuária-floresta também chamou atenção, demonstrando a possibilidade de múltiplas safras na mesma área.

A Embrapa também apresentou soluções para recuperação de áreas degradadas, revelando que existem 40 milhões de hectares de pastagem passíveis de recuperação no Brasil. Esse potencial permitiria aumentar a produtividade agrícola sem necessidade de novos desmatamentos, contribuindo para a segurança alimentar nacional e global.

A instituição enfatiza o trabalho com pequenos e médios produtores, que representam 77% do setor no Brasil. O foco está em promover a inclusão digital e tecnológica desses agricultores, utilizando inteligência artificial e blockchain para melhorar a extensão rural.

A Embrapa está em processo de renovação, com novas contratações após 15 anos sem concursos, trazendo uma geração de profissionais entre 22 e 34 anos. A instituição também busca estabelecer um novo modelo de financiamento, com a criação de um fundo sustentável que combine recursos públicos e privados para garantir a continuidade das pesquisas.

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