Alckmin classifica acordo Mercosul-Efta como “estratégico e decisivo”

Vice-presidente afirma que tratado amplia inserção do Brasil no mercado europeu, reforça valores democráticos e pode elevar em 152% a corrente de comércio sob regimes preferenciais

CNN
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O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, classificou nesta terça-feira (16) como “estratégico e decisivo” o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a Efta (Associação Europeia de Livre Comércio), formada por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein.

Segundo ele, o tratado fortalece a inserção internacional do Brasil e amplia oportunidades para exportadores em um cenário de crescente protecionismo.

“É um passo estratégico e decisivo para a política comercial do Brasil e para o Mercosul. O acordo mostra ao mundo que o Brasil está pronto para competir e cooperar em alto nível”, afirmou.

Alckmin destacou que a parceria vai além dos aspectos econômicos, ao reforçar valores como democracia, direitos humanos e sustentabilidade.

“Abrir mercados não é apenas sobre comércio exterior. É sobre aumentar a renda da população, fortalecer a indústria e tornar o Brasil mais competitivo no cenário global. É comércio com propósito”, disse.

Ele lembrou ainda que o governo trabalha para concluir as negociações com União Europeia e Singapura, além de avançar em tratativas com Canadá, Emirados Árabes Unidos, México e Índia.

Pelos termos assinados, a Efta eliminará 100% das tarifas de importação sobre produtos industriais e pesqueiros, e quase 99% das exportações brasileiras destinadas ao bloco terão livre acesso.

O Brasil, por sua vez, colocará 97% do comércio bilateral em liberalização imediata, mantendo margens de proteção para setores sensíveis. Também foi garantida a exclusão de compras relacionadas ao SUS e a flexibilidade para políticas de inovação e compras governamentais em favor da indústria nacional.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, com a conclusão das negociações com Efta, União Europeia e Singapura, a corrente de comércio brasileira sob regimes preferenciais deve aumentar 152%, passando de US$ 73,1 bilhões para US$ 184,5 bilhões.

Estudos projetam que, até 2044, o acordo poderá adicionar R$ 2,69 bilhões ao PIB, atrair R$ 660 milhões em investimentos e elevar em R$ 3,34 bilhões as exportações.

Entre os setores mais beneficiados estão carnes bovina, suína e de aves, milho, frutas, café torrado, sucos, etanol e fumo, além de áreas industriais como madeira, celulose, pedras ornamentais e produtos de ferro e aço.

Para a CNI (Confederação Nacional da Indústria), segmentos como alimentos, químicos, máquinas e equipamentos e metalurgia terão ganhos relevantes, desde que ajustem estratégias de preços, demanda e logística.

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