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Alckmin: Negociação Brasil-EUA sobre biocombustível está quase resolvida

Governo facilitou participação de empresas estrangeiras no RenovaBio — que dá incentivos à produção de biocombustíveis

Danilo Moliterno, da CNN, São Paulo
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O presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin, afirmou durante evento na cidade de São Paulo, nesta terça-feira (25), que as negociações entre Brasil e Estados Unidos sobre biocombustíveis estão "praticamente resolvidas".

Essa é uma das frentes de conversas entre os países em meio ao tarifaço do presidente norte-americano Donald Trump.

"Há discussões tarifárias e não tarifárias com os Estados Unidos. Havia um questionamento sobre importação de produtos americanos, de biocombustíveis, e isso está praticamente resolvido", disse no Encontro Empresarial BR-US da Amcham Brasil.

Em entrevista a jornalistas, a secretária de Comércio Exterior do Mdic (Ministério do Desenvolvimento e Indústria), Tatiana Prazeres, explicou que o governo revisou regras para que empresas estrangeiras se beneficiem do RenovaBio — programa que incentiva a produção de combustíveis renováveis.

Em resumo, agora as empresas estrangeiras, incluindo americanas, podem se valer do programa sem uma companhia brasileira como intermediária. Os Estados Unidos reclamavam que não havia empresa americana habilitada para o RenovaBio, e agora há.

Essa era uma demanda antiga dos produtores americanos, que apontavam o programa como uma maneira de o Brasil beneficiar os empresários nacionais.

Em sua participação no encontro empresarial Brasil e Estados Unidos, promovido pela Amcham, Geraldo Alckmin ainda indicou outros três aspectos que compõem a mesa de negociação com os EUA: big techs, terras raras e datacenters.

Segundo o presidente em exercício, atualmente 22% das exportações brasileiras aos EUA estão afetadas pelas tarifas de 50%. E o próximo passo das negociações, ele afirmou, é excluir mais produtos desta lista.

"O próximo passo é excluir mais produtos e reduzir alíquotas. Ainda temos questões especialmente em segmentos de manufatura, mas também alimentos, como o mel. O desafio é continuar com este avanço", completou.

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