Análise: Desastres custaram R$ 732 bi aos municípios
Entre 2013 e 2024, eventos como incêndios, secas e enchentes afetaram 95% das cidades do país, resultando em 70 mil decretos de emergência e 6 milhões de desabrigados
Os impactos das mudanças climáticas têm gerado prejuízos bilionários aos municípios brasileiros. Um levantamento realizado pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM) revela que, entre 2013 e 2024, os desastres naturais causaram perdas econômicas superiores a R$ 732 bilhões nas cidades do país.
O estudo, finalizado em março, aponta que 95% dos municípios foram afetados por algum tipo de catástrofe natural que demandou intervenção direta da defesa civil. Ao longo desse período, foram registradas 70.300 decretações de estado de emergência ou de calamidade pública, resultando em aproximadamente 6 milhões de pessoas desabrigadas.
Investimentos insuficientes em prevenção
De acordo com a CNM, 70% dos municípios investem até R$ 50 mil mensais em prevenção para a defesa civil, valor considerado muito baixo pela entidade. As administrações municipais reivindicam auxílio financeiro e técnico, tanto dos estados quanto da União, para implementar medidas preventivas mais eficazes.
Os fenômenos climáticos extremos, como enchentes, queimadas e tornados, têm se tornado cada vez mais frequentes no território brasileiro. A reconstrução de áreas afetadas demanda recursos significativos, incluindo a recuperação de escolas, unidades de saúde e infraestrutura urbana, que em alguns casos precisam ser completamente reconstruídas.
A discussão sobre o tema ganha ainda mais relevância durante a COP30, onde são debatidas ações governamentais para conter o aquecimento global e seus efeitos. O objetivo é evitar que a temperatura média do planeta aumente mais de 2,5 graus Celsius nos próximos anos, o que poderia intensificar ainda mais estes eventos climáticos extremos.


