Análise: Impasse do IOF e onde está Haddad?

Thais Herédia destaca deterioração na qualidade da gestão das contas públicas e questiona liderança do Ministério da Fazenda em momento crucial

Da CNN Brasil
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O cenário econômico brasileiro enfrenta turbulências com o impasse sobre o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e a ausência do ministro Fernando Haddad em um momento crítico.

A analista de economia Thais Herédia, em sua análise para o CNN Money, levanta preocupações sobre a qualidade da gestão das contas públicas e a liderança do Ministério da Fazenda.

Segundo Herédia, o embate entre o Poder Executivo e o Congresso Nacional tem criado ameaças de ambos os lados, incluindo a possibilidade de não pagamento de emendas e a criação de "bombas fiscais".

A analista destaca que a situação atual é resultado de um processo que vem se agravando há anos, com a disparada das emendas parlamentares durante o governo anterior.

Deterioração da qualidade fiscal

A especialista aponta que, enquanto a disputa política se sobrepõe ao debate técnico, a qualidade da gestão das contas públicas continua piorando.

"No curto prazo, nessa briga de cabo entre o governo e o Congresso Nacional, a qualidade da gestão das contas públicas está piorando", afirma Herédia.

Um ponto crítico levantado é o uso crescente de emendas parlamentares como instrumento de gestão. Herédia argumenta que essa prática resulta em uma alocação de recursos pulverizada e sem uma política centralizada, comprometendo a efetividade e a continuidade dos investimentos públicos.

Solvência em risco

A analista cita um artigo da economista Cecília Machado, que alerta para o risco à solvência não apenas da dívida pública, mas da própria gestão do Estado brasileiro.

Herédia ressalta que até mesmo os instrumentos de avaliação da política pública, como a meta de resultado primário, já não refletem adequadamente a realidade das contas governamentais.

Ausência de liderança

Por fim, Herédia questiona a ausência do ministro Fernando Haddad em um momento tão crucial.

"É um sinal ruim, é um sinal de falta de governança, é um sinal de falta de liderança", conclui a analista, destacando a importância da presença do ministro da Fazenda como condutor do debate econômico.

A situação atual demanda atenção redobrada dos agentes econômicos e da sociedade civil, uma vez que as decisões tomadas neste momento podem ter impactos significativos na política econômica e na gestão das contas públicas até o final de 2026.

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