Análise: Tarifaço dos EUA mata exportações de setores menores

Pequenos produtores de mel, peixes e granito enfrentarão impacto imediato com tarifa de 50% sobre produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos

Da CNN Brasil
Compartilhar matéria

A imposição de uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos ameaça severamente setores menores da economia nacional, especialmente aqueles que têm o mercado americano como principal destino de suas exportações.

Os dados de 2024 revelam um cenário preocupante: 93% das exportações brasileiras de peixes frescos ou refrigerados, avaliadas em menos de US$ 100 milhões de dólares, foram destinadas aos Estados Unidos.

Já o setor de peixes congelados direciona 64% de sua produção para os Estados Unidos.

No setor de pedras de cantaria, utilizadas em construção e decoração, 83% das exportações, aproximadamente 400 milhões de dólares, tiveram como destino o mercado americano.

O setor de mel é um dos mais afetados, com 78% de suas exportações direcionadas aos Estados Unidos. A situação é particularmente crítica para pequenos produtores do interior do Ceará e do Piauí, que possuem menor capacidade de proteção e retaguarda financeira para enfrentar esta adversidade.

O granito, importante produto para a economia do Espírito Santo, tem 68% de suas exportações destinadas ao mercado americano.

Embora alguns setores importantes da economia brasileira, como café (17% das exportações) e carne congelada (9% das exportações), tenham uma exposição menor ao mercado americano, o tarifaço representa um obstáculo significativo para o desenvolvimento de novos setores exportadores, uma vez que a alíquota de 50% praticamente inviabiliza a entrada de novos produtos brasileiros no mercado dos EUA.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.
Acompanhe Economia nas Redes Sociais