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Arcabouço fiscal está morto, diz presidente da Fiemg

Flávio Roscoe avalia que regras precisarão de ajuste em 2027, seja qual for o novo governo

Cristiane Noberto e Daniel Rittner, da CNN Brasil
Ilustração de um balão com um "$" desenhado. Um dardo mira o centro dele
Ilustração de um balão com um "$" desenhado. Um dardo mira o centro dele.Orçamento - cenário fiscal - dívida - gastos públicos  • Ilustração gerada por IA
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O presidente da Fiemg (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais), Flávio Roscoe, disse nesta terça-feira (16) que a credibilidade do arcabouço fiscal ficou comprometida pelo aumento do número de exceções para a apuração do resultado primário.

"O arcabouço está morto", afirmou Roscoe, em almoço com jornalistas, em Brasília.

Para ele, o patamar elevado da taxa de juros -- atualmente em 15% ao ano -- tem como pano de fundo os problemas fiscais do país.

De acordo com o dirigente da Fiemg, qualquer que seja o governo em 2027, será preciso fazer mudanças nas regras. "O Estado tem um limite de endividamento", observou.

Questionado se era a favor de desvinculação entre salário mínimo e benefícios previdenciários, Roscoe não respondeu diretamente.

Ele defendeu a "desindexação" da economia brasileira e a reforma administrativa.

"O ajuste tem que ser feito via redução de despesas, não aumento de imposto", acrescentou.

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