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Atividade econômica da Argentina contrai em novembro

Esta foi a primeira retração mensal de 2025, segundo dados divulgados nesta quarta (21)

Reuters
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A atividade econômica da Argentina contraiu 0,3% em novembro em comparação com o mesmo mês do ano passado, marcando a primeira retração mensal de 2025, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (21) pelo Instituto Nacional de Estatística da Argentina.

O número para a terceira maior economia da América Latina ficou abaixo da previsão de 1,7% de analistas consultados pela Reuters e bem abaixo dos 3,2% registrados em outubro.

Cinco dos setores que compõem o indicador mensal de atividade econômica (EMAE) registraram quedas anuais, liderados pela pesca, que recuou 25%, enquanto a indústria de transformação caiu 8,2%, o comércio atacadista e varejista, 6,4%, e a construção civil, 2,3%.

"Apesar dos dados decepcionantes de novembro, a perspectiva para 2026 é positiva", afirmou a consultoria Orlando Ferreres and Associates, que havia estimado um crescimento de 1,6% para o mês.

Desde que assumiu o cargo no final de 2023, o presidente Javier Milei buscou reestruturar a segunda maior economia da América do Sul, impulsionando as exportações e reduzindo os gastos públicos. As políticas do líder argentino ajudaram a reduzir a inflação de um pico de quase 290%.

Os dados foram divulgados horas depois de Milei discursar no Fórum Econômico Mundial em Davos, onde criticou duramente os governos socialistas e se manifestou a favor da desregulamentação do mercado.

No mês passado, a Argentina registrou um crescimento de 3,3% no Produto Interno Bruto (PIB) no terceiro trimestre. Analistas preveem um crescimento de 3,5% para o último trimestre de 2025.

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