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    Autonomia do BC aumentou credibilidade na política monetária, diz Lira

    As falas de Lira vem em meio às críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contra o presidente do BC, Roberto Campos Neto

    Presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira durante participação no evento CNN Talks
    Presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira durante participação no evento CNN Talks Matheus Maranhão/CNN

    Cristiane Nobertoda CNN Brasília

    O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), defendeu a autonomia do Banco Central nesta terça-feira (18). Segundo ele, a “credibilidade” da política monetária do país aumentou após a adoção da medida.

    “A autonomia do Banco Central, às vésperas do Copom, aumentou a credibilidade da nossa política monetária. O nosso arcabouço fiscal e a reforma tributária racionalizam a nossa política fiscal”, disse durante participação no evento CNN Talks.

    Lira ainda afirmou que a Câmara dos Deputados tem empurrado o país “na direção correta”, com apoio a reformas econômicas e “resistindo a toda tentativa de retrocesso”.

    As falas de Lira vem em meio às críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contra o presidente do BC, Roberto Campos Neto.

    Em entrevista à rádio CBN na manhã desta terça, o petista afirmou que o banqueiro Central tem lado político e que o comportamento do BC quanto ao ritmo de cortes da taxa básica de juros é “uma coisa desajustada”.

    Lula ainda disse que o presidente do BC parece estar pleiteando um cargo no governo de São Paulo após ele ter participado de um jantar no Palácio dos Bandeirantes nesta semana.

    “O que é importante é saber a quem esse rapaz [Campos Neto] é submetido? Como é que ele vai numa festa em São Paulo quase que assumindo a candidatura a um cargo do governo de SP? Cadê a autonomia dele?”, comentou Lula.

    O Comitê de Política Monetária (Copom) começa a se reunir nesta terça e, nesta quarta-feira (19), e poderá decidir por um novo corte na Selic. Desde a última reunião, ocorrida em maio, o colegiado reduziu o ritmo e é esperado que os diretores mantenham o corte em 0,25 ponto percentual.

    Autonomia do BC

    Em 2021, o então presidente Jair Bolsonaro (PL) sancionou a lei complementar 179/21, que confere autonomia operacional ao Banco Central. A medida garantiu mandatos fixos ao presidente e aos diretores da instituição financeira.

    O orçamento da autoridade monetária, no entanto, ainda é vinculado ao governo federal. Ou seja, o Banco Central tem autonomia operacional, mas não financeira.

    Desde o ano passado, Campos Neto tem atuado para aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 65/23, que propõe a autonomia fiscal e orçamentária do Banco Central. O texto está em análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal.