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    Bancos de desenvolvimento podem ter mais US$ 200 bi para emergentes

    Líderes estão preocupados com desatualização do Banco Mundial e FMI para enfrentar desafios como mudanças climáticas e ônus da dívida pós-Covid dos países pobres

    A cúpula de Paris, organizada pelo presidente francês Emmanuel Macron, reuniu cerca de duas dezenas de líderes da África, o primeiro-ministro da China, além do presidente Luiz Inácio Lula da Silva
    A cúpula de Paris, organizada pelo presidente francês Emmanuel Macron, reuniu cerca de duas dezenas de líderes da África, o primeiro-ministro da China, além do presidente Luiz Inácio Lula da Silva Ricardo Stuckert/PR

    Por John Irish e Leigh Thomas, da Reuters

    Os bancos multilaterais de desenvolvimento podem desbloquear US$ 200 bilhões adicionais para as economias emergentes, administrando seus balanços com mais rigor e assumindo mais riscos, disseram líderes mundiais reunidos em uma cúpula em Paris nesta sexta-feira (23).

    Muitos dos cerca de 40 líderes reunidos em Paris expressaram preocupação de que o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional (FMI) estejam cada vez mais desatualizados para enfrentar desafios como as mudanças climáticas e o ônus da dívida pós-Covid dos países pobres.

    “Esperamos um aumento geral de 200 bilhões (dólares) da capacidade de empréstimo dos MDBs (bancos multilaterais de desenvolvimento) nos próximos dez anos, otimizando seus balanços e assumindo mais riscos”, disse o comunicado final da cúpula obtido pela Reuters.

    “Se essas reformas forem implementadas, os MDBs podem precisar de mais capital”, acrescentou.

    A secretária do Tesouro dos Estados Unidos, Janet Yellen, disse antes da cúpula que esforços para obter mais empréstimos dos financiadores de desenvolvimento devem ser realizados antes de considerar a possibilidade de aumentos de capital.

    A cúpula de Paris, organizada pelo presidente francês Emmanuel Macron, reuniu cerca de duas dezenas de líderes da África, o primeiro-ministro da China, além do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para dar impulso a uma nova agenda financeira global.

    Na cúpula, os países ricos finalizaram uma promessa de financiamento climático de US$ 100 bilhões para os países em desenvolvimento e criaram um fundo para a biodiversidade e a proteção das florestas.

    Os líderes também esperavam reformar as instituições financeiras do pós-guerra e liberar fundos para combater as mudanças climáticas, obtendo um consenso sobre como promover uma série de iniciativas travadas em órgãos como G20, COP, FMI-Banco Mundial e Organização das Nações Unidas.