BDM: mercado avalia ata do Copom e falas de Powell
No plano geopolítico, as tensões entre Israel e Irã parecem diminuir, com o cessar-fogo
A agenda econômica desta terça-feira (24) está movimentada, com dois eventos principais chamando a atenção dos investidores: a divulgação da ata do Copom no Brasil e o depoimento de Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (Fed), na Câmara dos Representantes dos Estados Unidos.
No cenário doméstico, o Banco Central divulgou a ata da última reunião do Copom, na qual a taxa Selic foi elevada para 15%.
O documento é aguardado com expectativa pelo mercado, que busca entender melhor a decisão do BC e possíveis sinalizações sobre os próximos passos da política monetária.
Desafio do Banco Central
Após a alta dos juros, o Banco Central enfrenta o desafio de convencer os investidores de que ainda não considera reduzir a taxa Selic.
Enquanto a maioria dos analistas projeta o início do ciclo de cortes apenas para o terceiro trimestre de 2026, alguns economistas mais otimistas apostam em uma redução já no final deste ano ou no primeiro trimestre de 2026.
A ata deve ser analisada em busca de pistas sobre a trajetória futura da taxa de juros, embora seja improvável que o BC forneça indicações claras sobre suas intenções.
A instituição busca manter o controle sobre as expectativas do mercado para garantir a convergência da inflação à meta.
Fala de Jerome Powell
Nos Estados Unidos, as atenções se voltam para o depoimento de Jerome Powell na Câmara dos Representantes, previsto para as 11h (horário de Brasília).
Espera-se que o presidente do Fed aborde os possíveis impactos inflacionários decorrentes das tensões no Oriente Médio e das tarifas impostas pelo governo Trump.
O mercado estará atento a sinalizações sobre a possibilidade de um corte nas taxas de juros americanas, possivelmente já na próxima reunião em julho.
Recentemente, membros do Fed, como Michelle Bowman e Christopher Waller, têm se mostrado mais favoráveis à retomada do ciclo de afrouxamento monetário.
Cenário internacional
No plano geopolítico, as tensões entre Israel e Irã parecem diminuir, com o cessar-fogo. Embora a situação permaneça incerta, o mercado de petróleo reagiu positivamente, com o preço do barril do tipo Brent recuando para abaixo dos US$ 70.
Na Europa, o índice IFO de expectativas e clima de negócios na Alemanha surpreendeu positivamente, subindo de 87,5 em maio para 88,4 pontos em junho, superando as projeções dos analistas.
Além disso, discursos de dirigentes do Banco Central Europeu estão previstos para o decorrer do dia.


