"Brasil tem muito a ensinar", diz conselheiro do Open Finance à CNN

Bruno Diniz palestrou e foi a voz brasileira no primeiro dia da semana das Fintechs que acontece no Reino Unido

Danilo Moliterno, da CNN, Londres
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Conselheiro do Open Finance Brasil, Bruno Diniz, participou do primeiro dia da UK Fintech Week 2025 — evento do setor bancário que acontece em Londres — e defendeu em entrevista à CNN que o país "tem muito a ensinar" quando o assunto é open banking.

"Posso dizer hoje que o Brasil tem muito a ensinar em relação ao open banking, em relação à combinação entre o open banking e o Pix", disse à CNN.

Diniz palestrou e foi a voz brasileira no Global Fintech Fórum, evento do primeiro dia da semana das fintechs, que também contou com ministros britânicos e executivos de dezenas de países. Após painel, relatou à CNN conversas com colegas estrangeiros e percepções sobre o sistema brasileiro.

Na percepção do executivo, o sistema de open banking brasileiro "bebeu da fonte" britânica, entre outras, para se estabelecer — adaptando características à dinâmica do mercado brasileiro e necessidades locais. Assim, obteve um dos modelos mais avançados do mundo, diz.

Neste momento, contudo, países do Oriente Médio, como a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos, desenvolvem seus próprios sistemas, partindo de uma base de aprendizado sobre open banking mais avançada. Diniz defende que o Brasil observe estas experiências e incremente seu modelo.

O conselheiro relata que é procurado em Londres para que comente "sucessos" do sistema brasileiro. Na sua visão, o principal diferencial da concepção do open banking no país, especialmente frente a pares latino-americanos, é o engajamento do mercado financeiro e regulação pró-ativa do Banco Central.

A CNN viajou a Londres e acompanha a semana britânica de fintechs a convite do Department for Business and Trade (DBT), braço do governo do Reino Unido.

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