Capital Insights: IA entra na fase de retorno às empresas, diz CEO da Alura
Adriano Almeida, diretor-presidente da Alura e co-fundador do Grupo Alun, ressalta que a IA não deve ser vista como uma ameaça aos empregos

O uso da inteligência artificial (IA) nas empresas entrou numa nova fase, de aplicação prática dentro das companhias para gerar ganho financeiro e aumentar a produtividade, após um período de experimentação e aprendizado sobre como usar a tecnologia e seus efeitos no mundo dos negócios, diz o diretor-presidente da Alura e co-fundador do Grupo Alun, Adriano Almeida.
Em entrevista ao programa Capital Insights, fruto de parceria entre a Broadcast e o CNN Money, que vai ao ar hoje, às 19h, ele destaca que devido a isso, as empresas têm buscado cada vez mais colaboradores capazes de lidar com a tecnologia no dia a dia. E, segundo ele, isso tem levado os profissionais a buscarem requalificação tecnológica.
Na entrevista, Almeida diz também que a IA não deve ser vista como uma ameaça aos empregos, mas como uma ferramenta poderosa de apoio ao trabalho humano.
O risco real é para os profissionais que não aprendem a usar a tecnologia. A IA amplia a capacidade das pessoas, mas depende da criatividade, do contexto e das decisões humanas para gerar bons resultados. "Você não perde o emprego para a IA, perde para alguém que sabe usá-la", resume.
Na educação, a avaliação é que a IA não substitui o ensino, mas o transforma. A principal mudança está na possibilidade de personalização em escala, algo antes inviável.
A tendência é um modelo híbrido, que combine a flexibilidade do ensino online com a socialização e a construção de comunidades do presencial. Dados apresentados por Almeida mostram que, em 2024, a empregabilidade de alunos de cursos online e presenciais atingiu o mesmo nível, de 90%.
O executivo também alerta para os riscos do uso acrítico da tecnologia. O acesso fácil à informação pode levar à perda do pensamento crítico, com pessoas buscando respostas prontas em vez de compreender os problemas.
Por isso, o papel do educador e da curadoria humana se torna ainda mais relevante. A lógica do "garbage in, garbage out" continua valendo: a qualidade das respostas da IA depende da qualidade das perguntas e dos dados fornecidos.
Por fim, Almeida destaca os planos de crescimento do Grupo Alura, que pretende atingir R$ 1 bilhão em faturamento até 2026. A estratégia inclui a expansão da faculdade de tecnologia Fiap para novas cidades, como Brasília, e o fortalecimento da educação corporativa, que já atende milhares de empresas.
Ele reforçou que o Brasil ainda forma muito menos profissionais com habilidades tecnológicas do que o necessário, especialmente considerando que, no futuro, todas as profissões precisarão dominar tecnologia e saber "conversar" com sistemas de inteligência artificial.
A entrevista completa do programa Capital Insights também está disponível em seu terminal Broadcast+, na aba Broadcast TV.


