Temos o compromisso de dobrar a produção de cobre, diz CEO da Vale à CNN

Em entrevista exclusiva durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, Gustavo Pimenta destacou o papel estratégico da empresa na produção de minerais críticos para a transição energética

Da CNN Brasil
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A Vale tem o objetivo dobrar sua produção de cobre em uma década, conforme revelou Gustavo Pimenta durante entrevista exclusiva à CNN Brasil no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça. O executivo destacou o papel estratégico da empresa na produção de minerais críticos para a transição energética global.

Segundo Pimenta, a Vale já se consolidou como um produtor importante de cobre, e a companhia pretende fortalecer a produção do produto: "Somos um operador importante de cobre. A gente tem o compromisso de dobrar a produção de cobre ao longo dos próximos 10 anos."

Pimenta disse que três grandes temas dominaram as discussões em Davos: o avanço da inteligência artificial nos negócios, as questões geopolíticas e a importância dos minerais críticos para a transição energética e descarbonização.

"A Vale já tem um papel importante. Nós somos o maior produtor de minério de ferro de alto teor do mundo. Isso é muito importante para a descarbonização da indústria siderúrgica", afirmou.

Minerais críticos

Além do compromisso de duplicar a produção de cobre na próxima década, Pimenta ressaltou que a Vale é "o maior produtor de níquel para carros elétricos do mundo ocidental".

Segundo ele, o mercado de commodities responde à oferta e demanda de médio e longo prazo, e a demanda para esses minerais é crescente. "O grande desafio que a indústria tem hoje é a questão da oferta. Entre descobrir uma nova reserva e trazê-la à operação, são quase 15 anos", explicou.

Em relação ao mercado chinês, principal comprador da Vale, o executivo declaro que mantém perspectivas positivas apesar das mudanças no perfil econômico do país.

"A China vai seguir sendo o maior mercado consumidor de minério. Eles produzem ao redor de 1 bilhão de toneladas de aço", destacou. Ele observou que houve uma transição na economia chinesa, com menor dependência do mercado imobiliário e maior foco em manufatura, mas ressaltou que "tudo isso gera demanda de aço".

Questionado sobre a valorização das ações da empresa, que subiram 50% em seis meses, Pimenta atribuiu o resultado à melhoria da história da companhia e ao cumprimento dos compromissos assumidos.

"A gente vem entregando os compromissos que assumimos do ponto de vista de história de companhia, estabilidade operacional. Isso é muito positivo do ponto de vista de confiança do investidor", afirmou.

O executivo também abordou a relação entre setor público e privado na exploração de minerais críticos.

"Essencialmente, a mineração depende da utilização de recursos naturais. Então, a participação do Estado é fundamental, seja via licenciamento, seja via incentivo", declarou.

Pimenta vê uma oportunidade para o Brasil se destacar como fornecedor global desses recursos: "A gente abre uma oportunidade para o Brasil ser esse ofertante no mercado internacional desses produtos que temos em abundância no Brasil".

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