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Cecafé: Agora é correr para reconquistar espaço nos EUA

Exportadores brasileiros afirmam que, na falta de condições isonômicas, outros fornecedores de café já negociavam contratos de longo prazo com compradores americanos

Daniel Rittner, da CNN Brasil
Café  • 29/01/2025REUTERS/Khaled Abdullah
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O diretor-geral do Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil), Marcos Matos, chamou a suspensão do tarifaço aplicado pelos Estados Unidos de "presente de Natal antecipado" e disse que o setor tem o desafio imediato de reconquistar espaços perdidos no mercado americano.

"Agora é correr para reconquistar espaços nos blends e reduzir os impactos econômicos", afirmou Matos, que havia acabado de desembarcar de um voo de Belém, voltando da COP30, quando recebeu a notícia.

Os produtores brasileiros de café exportam US$ 2,5 bilhões para os Estados Unidos e, segundo ele, começavam a ver sua participação no mercado ocupada por outros fornecedores -- Colômbia, Vietnã e vários países africanos.

"Com o passar do tempo, corríamos o risco de um impacto irreversível", afirmou Matos.

De acordo com o executivo, o grande problema era que os compradores americanos usaram seus estoques até o limite e, sem a perspectiva de voltar a adquirir café brasileiro em igualdade de condições, já negociavam contratos de longo prazo com outros países.

"Ainda temos tempo para evitar que isso ocorra. O que precisávamos era de condições isonômicas", acrescentou.

Desde agosto, segundo Matos, as vendas para os Estados Unidos caíram 50%.

O diretor do Cecafé elogiou a condução das negociações pelo vice-presidente Geraldo Alckmin e destacou a importância da NCA (National Coffee Association), que apontou ao governo de Donald Trump como os preços internos estavam subindo por causa da sobretaxa de 40% ao café brasileiro.

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