Café e carne: Veja produtos brasileiros que tiveram tarifa de 40% retirada

Na semana passada, os EUA já haviam reduzido as tarifas de importação de cerca de 200 produtos alimentícios

Da CNN Brasil
Presidente dos EUA, Donald Trump
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O presidente dos EUA, Donald Trump, assinou ordem executiva nesta quinta-feira (20) que determina a redução das tarifas de 40% impostas sobre a importação de determinados produtos agrícolas brasileiros. A medida cita que o vigor estaria valendo desde a última quinta-feira (13).

Veja abaixo a lista dos principais produtos que fazem parte da lista:

  • Café e derivados;
  • Carne bovina;
  • Açaí;
  • Frutas;
  • Vegetais;
  • Castanhas e sementes;
  • Chá, mate e especiarias;
  • Sucos de frutas e derivados;
  • Produtos processados;
  • Fertilizantes;
  • Produtos de Cacau.

Na semana passada, os EUA já haviam reduzido as tarifas de importação de cerca de 200 produtos alimentícios. A taxa dos itens brasileiros havia caído de 50% para 40%. Agora, com essa nova medida, produtos como café e carne ficam com suas alíquotas da sobretaxa zeradas.

Um dos primeiros setores a se manifestar foi o de exportadores de café. À CNN Brasil, o diretor-geral do Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil), Marcos Matos, chamou a suspensão das taxas de "presente de Natal antecipado" e disse que o setor tem o desafio imediato de reconquistar espaços perdidos no mercado americano.

Outro dos principais afetados, o setor de carne também celebrou. Em nota enviada à imprensa, a Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes) diz que decisão "reforça a estabilidade do comércio internacional e mantém condições equilibradas para todos os países envolvidos, inclusive para a carne bovina brasileira".

O governo brasileiro também comemorou a medida. O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Luis Rua, afirmou que a decisão é excelente para o Brasil, que é um importante provedor de alguns produtos agropecuários, e agora passa novamente a ter acesso competitivo ao relevante mercado dos EUA.

"Decisão muito importante para cadeias produtivas como café, carne bovina, frutas, água de coco, algumas madeiras, castanhas", disse Rua.

Já o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmou à CNN Brasil que relação Brasil-EUA não podia se resumir a "fofocas e intrigas" e atribuiu o desfecho ao diálogo direto entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump.

“As duas maiores nações das Américas não podiam ficar tocadas por fofocas, 'disse-me-disse' e intrigas. A partir do momento em que os dois líderes dialogaram, as coisas vieram para a normalidade”, disse o ministro.

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