CEO da Maersk diz que empresa precisa repassar custo da guerra aos clientes
Empresa planeja "repassar esse custo, porque, caso contrário, isso é completamente insustentável", disse o chefe da companhia dinamarquesa de transporte marítimo e logística

O CEO da Maersk, Vincent Clerc, alertou nesta segunda-feira (7) que o aumento de custos por conta interrupção do transporte marítimo global precisará ser repassado aos clientes. Em entrevista à CNN, Clerc afirmou que espera um aumento de "meio bilhão de dólares por mês a partir de abril" devido aos custos mais altos de energia e às interrupções.
A empresa planeja "repassar esse custo, porque, caso contrário, isso é completamente insustentável", disse o chefe da empresa dinamarquesa de transporte marítimo e logística.
Clerc comentou ainda que a Maersk tem "uma enorme gratidão" às forças armadas dos Estados Unidos por escoltarem com segurança um de seus navios pelo Estreito de Ormuz, no âmbito do "Projeto Liberdade" do presidente Donald Trump, no início desta semana. Mas ele deixou claro que a situação continua crítica.
A Maersk ainda tem 66 navios retidos no Golfo Pérsico, e Clerc disse que eles permanecerão lá "até que outro Projeto Liberdade ou uma resolução política" permita a passagem segura pela via.
Ele acrescentou que os mais de 6.000 colaboradores da gigante do transporte marítimo nos países afetados, incluindo os marinheiros, estão seguros.
"Estamos prevendo um custo adicional de meio bilhão de dólares por mês, que enfrentaremos basicamente a partir de abril e enquanto isso durar", declarou Clerc à CNN. "Obviamente, é um valor significativo, e há algo que podemos fazer para mitigar os custos, o que faremos, mas o restante envolve negociações comerciais com os clientes sobre a necessidade de repassar esse custo", concluiu.



