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    Chuvas no RS podem impactar colheita e obrigar Brasil a importar arroz e feijão, diz Lula

    Rio Grande do Sul é produtor histórico de arroz, com safra de mais de 7 milhões de toneladas em 2022, segundo dados do IBGE

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva no programa "Bom dia, Presidente" desta terça-feira
    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva no programa "Bom dia, Presidente" desta terça-feira 07/05/24 - Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

    Renata Souzada CNN

    São Paulo

    O impacto das chuvas que atingiram o Rio Grande do Sul na agricultura podem levar o Brasil a ter que importar arroz e feijão, confirmou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em entrevista nesta terça-feira (7).

    “Com as chuvas, eu acho que nós atrasamos de vez a colheita do Rio Grande do Sul. Portanto, se for o caso para equilibrar a produção, a gente vai ter que importar arroz, a gente vai ter que importar feijão, para que a gente coloque na mesa do povo brasileiro o preço compatível com aquilo que ele ganha”, disse durante participação no programa “Bom dia, presidente”.

    De acordo com o petista, o preço dos grãos já vinha sendo discutido pelo governo federal antes dos temporais que afetaram a região nos últimos dias.

    “Fiz uma reunião com o ministro Paulo Teixeira e com o ministro [Carlos] Fávaro sobre a questão do preço do arroz e do feijão, porque estavam caros e eu disse que não era possível a gente continuar com o preço caro”, contou Lula.

    Segundo o presidente, o argumento até então era de que “a área plantada estava diminuindo e que tinha o problema do atraso da colheita no Rio Grande do Sul”.

    O estado é um produtor histórico de arroz. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Rio Grande do Sul foi a unidade federativa brasileira que mais produziu o item em 2022, com uma safra de 7.671.078 toneladas.

    Desde o início da semana passada, as fortes chuvas afetaram 388 municípios gaúchos, segundo o último balanço divulgado pelo governo. Até o momento, foram confirmadas 90 mortes, além de 132 desaparecidos e 361 feridos.