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    CNI pede imposto sobre importados de até US$ 50 e diz que isenção fere ao menos 250 mil empregos

    Para Alban, inclusão da medida no projeto do Mover não configura Jabuti, mas “oportunidade”, ao destacar conexão dos temas com o incentivo à indústria

    Ricardo Alban, presidente da CNI
    Ricardo Alban, presidente da CNI Gilberto Sousa/ CNI

    Da CNN

    Ricardo Alban, presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), defendeu em entrevista à CNN o fim da isenção a importados de até R$ 50 dólares — medida que consta no parecer do deputado federal Átila Lira (PP-PI) para a criação do programa automotivo Mover.

    Na avaliação da CNI, a isenção acaba com ao menos 250 mil empregos no país, sendo que este número poderia chegar a 1,5 milhão de postos de trabalho caso fosse acatada proposta, que circula entre parlamentares, de não cobrar impostos de mercadorias de até US$ 100.

    “É uma grande oportunidade que o Congresso está dando para termos justiça tributária, social e econômica. Econômica porque estamos fazendo com que o setor produtivo seja igualitário com as concorrências de fora do país, e social porque estamos garantindo a empregabilidade”, disse.

    Defensores da isenção defendem que a cobrança de impostos prejudicaria especialmente os mais pobres, que se valem dos preços mais baixos praticados pelo e-commerce para consumir — o que Alban nega. Para ele, essa é uma “narrativa”, e as classes baixas são, na verdade, feridas pela isenção, já que esta medida corrói emprego e renda.

    Durante a entrevista, Alban chegou a propor uma parceria com os Correios a fim de observar o CEP das pessoas que adquirem estes importados e verificar se de fato os mais pobres são aqueles que compram de e-commerces.

    O presidente da CNI ainda negou que a inclusão do tema no projeto do Mover configure um jabuti. Alban descreveu o movimento como uma oportunidade e destacou que ambos os temas dizem respeito ao incentivo ao desenvolvimento industrial.

    “Não é proteção à economia interna, não é proteção à indústria ao comércio interno. É uma justiça tributária. É proteção do emprego e do desenvolvimento econômico. Não conheço nenhum país, e a China é o maior exemplo disso, que tenha desenvolvimento econômico e social, dispensando sua indústria e comércio interno”, completou.

    Entrevista de Daniel Rittner.