Comércio na Copa do Mundo: veja quem perde e quem ganha durante os jogos

À medida que os varejistas podem enfrentar quedas nas vendas durante jogos importantes, os artigos esportivos se beneficiam da demanda

Marien Ramos, da CNN Brasil
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Enquanto a bola rola no gramado, o comércio brasileiro não deverá ter muito o que comemorar. Um estudo do BTG Pactual mostra que nos dias de jogos do Brasil na Copa do Mundo de 2026, os varejistas podem enfrentar uma queda de 12% nos seus negócios.

Nos shoppings, o impacto pode ser ainda maior: uma redução de 40% no fluxo de pessoas.

Em contrapartida, os artigos esportivos se beneficiam da demanda pré-evento, à medida que as vendas podem cair na maioria das categorias de produtos não essenciais.

Diante desse cenário, o BTG avalia que grandes varejistas e supermercados se beneficiaram da economia gerada pelos eventos esportivos, enquanto as lojas de moda, por exemplo, ficam para trás.

"A Copa do Mundo tem menos a ver com o crescimento agregado do varejo e mais com a redistribuição — recompensando a exposição ao consumo impulsionado pelo futebol e penalizando as categorias discricionárias sensíveis ao fator tempo", analisaram os especialistas do banco.

Esse movimento não é único do Brasil. Em dias de jogos na Inglaterra durante a Copa do Mundo da FIFA e a Liga dos Campeões da UEFA, as vendas totais no varejo caíram, com as ruas comerciais praticamente paralisadas durante as partidas importantes.

No entanto, categorias ligadas aos eventos, como vestuário esportivo, televisores e alimentos e bebidas, apresentaram um aumento significativo.

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