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    Conselho aprova eleição de Magda Chambriard para presidência da Petrobras

    Executiva tomou posse em ambos os cargos, de presidente e conselheira, imediatamente; governo tinha pressa pela aprovação do nome

    Magda Chambriard, ex-diretora da ANP e futura presidente da Petrobras
    Magda Chambriard, ex-diretora da ANP e futura presidente da Petrobras . REUTERS/Ricardo Moraes/

    Danilo Moliternoda CNN

    O Conselho de Administração (CA) da Petrobras aprovou, em reunião realizada nesta sexta-feira (24), a eleição de Magda Chambriard para a presidência da companhia e sua nomeação como conselheira.

    Chambriard tomou posse em ambos os cargos e passou a integrar o Conselho imediatamente, segundo comunicado da estatal. Não foi necessária a convocação de assembleia de acionistas.

    O nome de Chambriard havia sido aprovado pelo Comitê de Eligibilidade da Petrobras na última quarta-feira (22). Esta era a última etapa do processo que integra as regras internas de governança da estatal antes da apreciação pelo CA.

    A executiva foi indicada ao cargo após a demissão do ex-CEO, Jean Paul Prates, que aconteceu no último dia 14. O petista estava à frente da estatal desde janeiro de 2023, no início do governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

    A nova presidente trabalhou pouco mais 22 anos na Petrobras e foi diretora-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP) entre 2012 e 2016, durante o governo da ex-presidente Dilma Roussef.

    O órgão regulador monitora a cadeia das indústrias de biocombustíveis, gás natural e petróleo no Brasil. Antes de chegar à direção, foi assessora e superintendente.

    Além disso, Magda foi membro do Conselho de Administração do Pré-Sal entre 2013 e 2016, além de parte do conselho de administração da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) de 2010 a 2016. Mais recentemente, era consultora em energia da Fundação Getúlio Vargas (FGV), entre 2017 e 2023.

    O governo tinha pressa para a aprovação, especialmente porque espera que a nova presidente acelere projetos da estatal, como em refino, fertilizantes e indústria naval — cujo o caminhar lento ajudaram a derrubar o ex-presidente Jean Paul Prates.

    Desde a demissão Jean Paul Prates, Clarice Coppetti atuava como presidente interina da companhia.