Durigan: medidas para baratear combustíveis são temporárias e limitadas

Ministro da Fazenda afirmou que Brasil é resiliente e tem sido citado como exemplo ao lidar com efeitos da guerra do Oriente Médio

João Nakamura e Mariana Janjácomo, da CNN Brasil, em São Paulo e Washington D.C.
Compartilhar matéria

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, indicou que tem ouvido do FMI (Fundo Monetário Internacional) que as medidas para conter a alta dos combustíveis em meio à guerra do Oriente Médio devem ser temporárias, focalizadas e limitadas.

Nesse sentido, Durigan afirmou nesta quarta-feira (15) que o Brasil é resiliente e tem sido citado como exemplo ao lidar com a crise.

O chefe da equipe econômica do governo federal ressaltou que as medidas adotadas por aqui são temporárias, por durarem até o fim de maio; e são limitadas, uma vez que foram boladas para o conjunto que tem mais problema de abastecimento no país.

Porém, reforçou que a Fazenda está em constante avaliação do cenário porque no final de maio "terá que dar retorno" se haverá necessidade de continuidade ou calibração das medidas.

"O Brasil foi um dos primeiros países a oferecer resposta à guerra do Irã", ressaltou o ministro, destacando que os investimentos feitos pelo país para explorar o pré-sal e montar uma reserva internacional trazem resiliência nesse cenário.

"O fato do Brasil ser um exportador líquido de óleo hoje não é de graça. [...] O Brasil é resiliente e é um exemplo, todas as reuniões que eu tenho participado as pessoas dizem que o Brasil é um exemplo de como lidar com a crise", pontuou.

Questionado sobre a recomendação do chefe de assuntos fiscais do FMI, Rodrigo Valdes, que diz que países devem evitar subsídios aos combustíveis e preferir transferências de dinheiro temporárias e direcionadas, Durigan enfatizou que "estamos fazendo melhor inclusive do que ele disse e alinhado com o que a presidente do FMI tem tratado".

Acompanhe Economia nas Redes Sociais