Durigan: Temos que tratar a reforma tributária como um pacto de Estado

Segundo ministro, simplificação dos tributos deve elevar PIB brasileiro em até 15 pontos percentuais nos próximos 10 a 15 anos

Cristiane Noberto e Álvaro Augusto, da CNN Brasil, em Brasília
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A reforma tributária deve ser tratada como um “pacto de Estado” e o país não pode perder os ganhos estruturais da medida por causa do debate eleitoral.

Essa é a avaliação do ministro da Fazenda, Dario Durigan, em entrevista à CNN Brasil nesta quinta-feira (20).

Segundo Durigan, a simplificação dos tributos deve elevar o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro em até 15 pontos percentuais nos próximos 10 a 15 anos, ao reduzir a complexidade do sistema tributário e melhorar a produtividade da economia.

O ministro defendeu a reforma ao dizer que o modelo atual é excessivamente complexo e afasta investimentos, criticando a narrativa contrária à mudança.

Ele também rechaçou o que chamou de "desinformação" sobre o texto aprovado, afirmando que distorções no debate público prejudicam a compreensão da proposta e do seu impacto econômico.

Durigan informou ainda que a implementação do imposto seletivo já está em discussão dentro da Fazenda e em articulação com outras pastas, como o Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) e o Ministério da Saúde.

Ele disse manter diálogo com lideranças do Congresso para viabilizar a aprovação da regulamentação até o fim do ano.

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