Audi recorre de decisão após Bortoleto terminar GP da Itália em 11º

Equipe contesta falta de punição a Yuki Tsunoda que o deixou fora da zona de pontos em Monza

Alan Baldwin, da Reuters
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A Audi pretende recorrer da decisão dos comissários da Fórmula 1 que deixou a equipe fora da zona de pontuação no Grande Prêmio da Itália, disputado no último domingo.

O piloto reserva da Racing Bulls, Yuki Tsunoda, terminou a prova em 10º lugar em Monza após os comissários decidirem não tomar nenhuma medida adicional por uma volta de formação extra.

A volta adicional foi provocada pela posição do japonês no grid durante a relargada da corrida. Um porta-voz da Audi confirmou que a equipe apresentou a intenção de recorrer e que o caso agora seguirá o processo de apelação da FIA.

Normalmente, um piloto que provoca uma volta de formação extra precisa completar a volta e largar dos boxes. Caso não cumpra a determinação, ele fica sujeito a uma penalidade obrigatória de stop-and-go.

Tsunoda não recebeu punição em Monza

Tsunoda, porém, seguiu normalmente na corrida e não recebeu qualquer sanção. Gabriel Bortoleto, da Audi, terminou em 11º lugar, enquanto seu companheiro de equipe, Nico Hulkenberg, cruzou a linha de chegada na 12ª posição.

Após a corrida, os comissários confirmaram que a volta de formação extra foi provocada pelo posicionamento do carro de Tsunoda no grid.

"O carro 22 se aproximou do grid inicialmente seguindo para o lado esquerdo. Ao perceber que estava indo para a posição errada, o piloto mudou de direção e posicionou o carro na posição correta e dentro da área correspondente", afirmaram os comissários.

O diretor de prova, Rui Marques, explicou que decidiu abortar a largada com base no comportamento do carro durante a aproximação à sua posição no grid.

A Racing Bulls, no entanto, destacou que a equipe e Tsunoda não foram informados de que haviam sido responsáveis pela decisão de realizar uma volta de formação adicional.

Racing Bulls questiona decisão dos comissários

Segundo os comissários, o representante da equipe citou situações anteriores em que voltas de formação extras foram iniciadas por circunstâncias externas, como a presença de um fotógrafo em determinada posição.

"Nesse caso, nenhuma mensagem foi enviada à equipe ou ao piloto informando que eles haviam provocado a volta de formação extra", registraram os comissários.

Eles também observaram que Rui Marques "agiu de boa-fé e por excesso de cautela" ao tomar a decisão de abortar a largada.

Agora, a Audi pretende levar o caso adiante no processo de apelação da FIA. A equipe busca revisar a decisão que manteve Bortoleto e Hulkenberg fora da zona de pontuação em Monza.

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