Economia dos EUA cresce 4,4% no 3º trimestre; PCE sobe 2,8% no período
Resultados foram divulgados pelo Departamento de Comércio nesta quinta-feira (22)

A economia dos Estados Unidos cresceu um pouco mais rápido do que o inicialmente previsto no terceiro trimestre de 2025, informou o governo nesta quinta-feira (22), enquanto os lucros corporativos também foram revisados para cima.
O PIB (Produto Interno Bruto) dos EUA aumentou a uma taxa anualizada revisada de 4,4%, o ritmo mais rápido desde o terceiro trimestre de 2023, segundo o Escritório de Análises Econômicas do Departamento de Comércio, em estimativa atualizada do PIB do terceiro trimestre.
Economistas consultados pela Reuters previam que o PIB permaneceria sem revisão, em um ritmo de 4,3%. A economia cresceu a uma taxa de 3,8% no segundo trimestre.
A ligeira revisão para cima no crescimento no período de julho a setembro refletiu atualizações nas exportações e nos investimentos das empresas. As importações, que representam uma subtração no cálculo do PIB, foram revisadas para cima.
Já os gastos dos consumidores e o déficit comercial menor foram os principais impulsionadores do crescimento do PIB no terceiro trimestre.
O gasto do consumidor, que representa mais de dois terços da atividade econômica dos EUA, cresceu a uma taxa de 3,5% no terceiro trimestre.
No entanto, uma medida da demanda interna subjacente - as vendas finais para compradores domésticos privados - aumentou a uma taxa de 2,9%, uma revisão para baixo em relação ao ritmo de crescimento de 3,0% estimado anteriormente.
Economistas disseram que a atividade assumiu o que chamaram de padrão em "forma de K", com famílias de alta renda e grandes corporações fazendo o "trabalho pesado". Eles atribuíram esse fenômeno às políticas do presidente Donald Trump, incluindo tarifas de importação agressivas, que elevaram os preços.
Um "boom" no mercado de ações e os preços das casas ainda elevados protegeram as famílias de alta renda contra a inflação, enquanto as famílias de baixa e média renda enfrentam uma capacidade limitada de substituir compras, afirmaram os economistas.
Da mesma forma, as grandes empresas têm recursos suficientes para compensar o aumento dos custos decorrentes dos impostos de importação, acrescentaram.
Em contrapartida, as pequenas empresas mal conseguem se manter e também lutam com a redução na oferta de mão de obra de baixo custo, em meio à repressão à imigração, analisaram economistas.
Os lucros da produção atual aumentaram a uma taxa de US$ 175,6 bilhões no terceiro trimestre, uma revisão para cima de US$ 9,5 bilhões.
Também conforme o Departamento do Comércio do país, o PCE (Índice de Preços ao Consumidor, na sigla em inglês) dos EUA subiu ao ritmo anualizado de 2,8% no terceiro trimestre, mesma taxa da leitura anterior. O resultado representa uma aceleração, comparado ao avanço registrado no trimestre anterior, de 2,1%.
Já o núcleo do PCE, que exclui itens voláteis como alimentos e energia, teve alta de 2,9% no período, em comparação com o aumento de 2,6% no segundo trimestre.
O PCE é a medida de inflação preferida do banco central dos Estados Unidos, o Federal Reserve.
*Com informações da CNN Brasil


