Em reunião, Suécia sinaliza que pode vender mais caças Gripen ao Brasil

Ministro da Defesa da Suécia se reuniu com o comandante da FAB para debater o assunto; penúria e imprevisibilidade orçamentária das Forças Armadas são entraves

Gabriel Garcia, da CNN
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A Suécia sinalizou interesse em ampliar a cooperação no setor de defesa com o Brasil e indicou que pode vender mais caças Gripen ao país.

Na última terça-feira (16), o ministro da Defesa sueco, Pål Jonson, se reuniu com o comandante da FAB (Força Aérea Brasileira), tenente-brigadeiro Marcelo Kanitz Damasceno, que representava o Ministério da Defesa.

Durante o encontro, as autoridades discutiram a possibilidade de alterar o contrato vigente para ampliar o número de aeronaves de combate fornecidas ao Brasil.

“Isso seria feito dentro dos limites permitidos pela legislação brasileira”, diz a declaração conjunta assinada pelos governos e obtida pela CNN.

O brigadeiro também visitou a sede da multinacional sueca Saab, fabricante dos caças.

O contrato entre a FAB e a Saab, assinado em 2014, prevê um pacote de 36 aeronaves Gripen. A primeira chegou ao Brasil em 2020 e, até agora, dez unidades foram entregues.

Equipada com mísseis e radares extremamente sofisticados, a aeronave é considerada uma das mais modernas em operação. Em testes militares, o caça já chegou a superar os tradicionais F-15C Eagle da Força Aérea dos Estados Unidos.

A falta de orçamento das Forças Armadas, no entanto, tem sido um entrave tanto para o cumprimento do cronograma de entregas quanto para a aquisição de novos caças, que integrariam um eventual pacote de modernização.

O Ministério da Defesa e as Forças Armadas vivem uma realidade orçamentária aquém do necessário, na avaliação de militares, além da baixa previsibilidade de recursos.

Isso acaba afastando potenciais investidores, inibindo a modernização e, em alguns casos, até a manutenção das tropas.

Com o intuito de resolver essa situação, militares têm pressionado o governo para apoiar a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) da previsibilidade de defesa.

A chamada “PEC da Previsibilidade” estabelece a aplicação de 2% do PIB (Produto Interno Bruto) na área de defesa.

A proposta, no entanto, está parada no Senado desde 2023. Designado em abril, o relator na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) é o senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), líder do governo no Congresso.

A PEC em análise no Senado segue os parâmetros recomendados pela Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), que orienta os países-membros a destinar esse percentual mínimo à área.

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