EUA têm segunda menor tarifa entre exportadores ao Brasil; veja ranking

Argentina, México e China lideram ranking das maiores taxas, segundo dados da OMC

Vitória Queiroz e Gabriel Garcia, da CNN, em Brasília
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Entre os países que o Brasil mais importa produtos, os Estados Unidos registraram a segunda menor tarifa média de importação em 2024, de 5,5%. A alíquota fica atrás somente da aplicada sobre as importações da Rússia, que foi de 1,8%.

Os dados são da OMC (Organização Mundial do Comércio), compilados no monitor de tarifas da plataforma WTO Tariff & Trade Data.

A WTO Tariff & Trade Data calcula a tarifa média aplicada por um país às importações de todos os outros países, ponderada pelo valor do comércio com cada parceiro. O cálculo considera o volume de comércio com diferentes nações.

A alíquota de 5,5% sobre os produtos americanos equivale a menos da metade da praticada pelo Brasil sobre as importações da China, o principal parceiro comercial do país. Em 2024, os chineses pagaram uma alíquota média de 12,5% sobre os produtos exportados às empresas brasileiras.

No ranking dos maiores exportadores ao Brasil, as maiores taxas foram cobradas sobre as importações da Argentina (20,4%) e do México (15,3%). A China aparece em 3° lugar.

Veja lista das tarifas médias de importação aplicadas pelo Brasil aos seus principais exportadores em 2024:

  1. Argentina: 20,4%;
  2. México: 15,3%;
  3. China: 12,5%;
  4. Japão: 10,4%;
  5. União Europeia: 9,3%;
  6. Índia: 9%;
  7. Coreia do Sul: 8,1%;
  8. Chile: 7,1%;
  9. EUA: 5,5%;
  10. Rússia: 1,8%.

Veja lista dos países que o Brasil mais importou produtos em 2024:

  1. China: US$ 63,6 bilhões;
  2. EUA: US$ 40,7 bilhões;
  3. Alemanha: US$ 13,8 bilhões;
  4. Argentina: US$ 13,6 bilhões;
  5. Rússia: US$ 11 bilhões;
  6. Índia: US$ 6,8 bilhões;
  7. Itália: US$ 6,4 bilhões;
  8. França: US$ 6,2 bilhões;
  9. México: US$ 5,8 bilhões;
  10. Japão: US$ 5,4 bilhões;
  11. Coreia do Sul: US$ 5,2 bilhões;
  12. Chile: US$ 5 bilhões.

Tarifa de 50%

Entre os motivos listados pelos EUA para aplicar uma taxa de 50% sobre produtos brasileiros, o presidente norte-americano alegou que há uma “injusta relação comercial gerada pelas tarifas e barreiras tarifárias e não tarifárias do Brasil”. A tarifa entra em vigor na próxima sexta-feira (1°).

Segundo dados do governo norte-americano, o superávit comercial dos EUA com o Brasil somou US$ 7 bilhões em 2024, somente em bens. Somados bens e serviços, o superávit chegou a US$ 28,6 bilhões no ano passado.

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