CNN Brasil Money

Exportações do agronegócio batem recorde em outubro e somam US$ 15,5 bi

Resultado representa crescimento de 8,5% em relação ao mesmo período de 2024

Vitória Queiroz, da CNN Brasil, Brasília
Soja sendo carregada em caminhão
China segue como principal destino das exportações do agronegócio, com destaque para venda de soja  • 17/02/2020REUTERS/Jorge Adorno
Compartilhar matéria

Em outubro, as exportações do agronegócio brasileiro somaram US$ 15,49 bilhões. Trata-se do maior valor já registrado para o mês na série histórica. O resultado representa crescimento de 8,5% em relação ao mesmo período de 2024.

No mês, as importações de produtos agropecuários totalizaram US$ 1,79 bilhão. Dessa forma, foi registrado resultando um superávit de aproximadamente US$ 13,7 bilhões.

De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária, o desempenho foi sustentado pelo aumento de 10,1% no volume embarcado, em um cenário de recuo de 1,4% nos preços médios internacionais.

De janeiro a outubro, a balança comercial do agronegócio registrou um superávit de US$ 124,97 bilhões, ligeiramente acima do registrado em igual intervalo do ano passado. O volume é resultado de US$ 141,97 bilhões em exportações e US$ 17 bilhões em importações.

Entre os destaques da balança comercial do agronegócio, estão soja em grãos, carne bovina, café, açúcar, milho, celulose, carne de frango e carne suína.

A China segue como principal destino das exportações do agronegócio. No mês, o setor vendeu US$ 4,95 bilhões (32% do total exportado pelo agro no mês) ao país asiático, impulsionado pelo envio de soja em grãos e carne bovina.

No ranking de exportação, também aparecem União Europeia e Estados Unidos, além de mercados como Egito, Índia e Irã.

O Brasil registrou a abertura de 28 novos mercados no mês passado, em que também houve recordes em produtos menos tradicionais da pauta exportadora. Veja:

  • Amendoim: recorde em volume, com 33 mil toneladas (+85,3%);
  • Rações para animais de estimação: recorde em valor, com US$ 43,2 milhões (+42,7%);
  • Café solúvel: recorde em valor (US$ 101 milhões; +32,8%) e volume (8 mil toneladas; +11,3%);
  • Sementes de oleaginosas (exceto soja): recordes de valor (US$ 69,8 milhões; +41,8%) e quantidade (68,6 mil toneladas; +77%);
  • Pimenta piper seca, triturada ou em pó: recorde em valor, com US$ 435,7 milhões;
  • Miudezas bovinas: recorde em quantidade, com 25,2 mil toneladas (+29,6%);
  • Sebo bovino: recorde em valor (US$ 431,03 milhões) e quantidade (390,41 mil toneladas);
  • Feijões secos: recorde em valor (US$ 379,73 milhões) e quantidade (452,88 mil toneladas).

 

Acompanhe Economia nas Redes Sociais