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Exportadores de carne reagem à tarifa dos EUA e veem ameaça à alimentação

A Abiec, que representa os principais frigoríficos exportadores do país, também criticou o uso de disputas geopolíticas como justificativa para barreiras comerciais

Cristiane Noberto, da CNN, Brasília
Carne Vermelha
A associação disse estar disposta a contribuir com o diálogo entre os dois países  • Cidasc-SC
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A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) alertou que a imposição de uma tarifa de 50% sobre produtos importados do Brasil para os Estados Unidos ameaça a segurança alimentar global e prejudica tanto o setor produtivo do Brasil quanto os consumidores americanos.

“Qualquer aumento de tarifa sobre produtos brasileiros representa um entrave ao comércio internacional e impacta negativamente o setor produtivo da carne bovina”, afirmou a entidade em nota.

O anúncio foi feito pelo presidente Donald Trump nesta quarta-feira (9), em carta enviada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicada na rede Truth Social. A nova alíquota, prevista para entrar em vigor em 1º de agosto.

A Abiec, que representa os principais frigoríficos exportadores do país, também criticou o uso de disputas geopolíticas como justificativa para barreiras comerciais.

“Reforça a importância de que questões geopolíticas não se transformem em barreiras ao abastecimento global e à garantia da segurança alimentar, especialmente em um cenário que exige cooperação e estabilidade entre os países”, destaca a nota.

A associação disse estar disposta a contribuir com o diálogo entre os dois países para que “medidas dessa natureza não gerem impactos para os setores produtivos brasileiros nem para os consumidores americanos”.

Trump justificou a taxação como resposta ao que considera uma relação “muito injusta” com o Brasil e à atuação do Supremo Tribunal Federal no julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, chamando o processo de “caça às bruxas”. Ele também ameaçou aumentar ainda mais as tarifas caso o Brasil adote retaliações comerciais.

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