Fazenda anuncia captação de 5 bi de euros em títulos soberanos na Europa

Durigan avaliou emissão como "grande sucesso" que reforça credibilidade do Brasil no mercado internacional

João Nakamura e Mariana Janjácomo, da CNN Brasil, em São Paulo e Washington D.C.
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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou nesta quarta-feira (15) a captação de 5 bilhões de euros em títulos soberanos da dívida pública brasileira emitidos na Europa.

Durigan avaliou a ação como um "grande sucesso", ressaltando que "a oferta foi muito maior que nossas expectativas", indicando que o Brasil tem credibilidade no mercado internacional.

Segundo o ministro, os chamados eurobonds foram lançados com três prazos diferentes de vencimento: quatro, sete e dez anos.

Ademais, ressaltou que o país fez emissões semelhantes no mercado norte-americano anteriormente.

Num movimento de internacionalização das dívidas brasileiras que foi prometido em sua primeira fala como chefe da pasta, Durigan apontou que há um estímulo e facilitação para que as empresas brasileiras também façam emissão em mercados estrangeiros.

O ministro sublinhou que o acesso do setor privado brasileiro ao mercado europeu ficará ainda mais fácil na esteira do acordo de livre comércio entre Mercosul e UE (União Europeia).

"Buscamos estreitar e unificar relação com Europa", disse Durigan.

O ministro ainda indicou que a Fazenda vai buscar maior abertura em outros mercados até o fim do ano.

Cenário fiscal

Questionado sobre as projeções do FMI (Fundo Monetário Internacional) para o Brasil, que vê um cenário mais otimista para o país neste ano e pior no próximo, Durigan indicou ter recebido bem a prospecção e ressaltou que temos superado as estimativas nos últimos anos.

Quanto ao cenário fiscal, reforçou que "a gente tem um compromisso com a estabilização da trajetória da dívida pública brasileira".

Segundo o ministro, o país "tem caminhado bem e surpreendido" no sentido de "dar resiliência para que a economia siga forte e recomponha o fiscal".

Mesmo com economistas questionando a factibilidade das metas fiscais, Durigan ressaltou que elas não serão alteradas, e que o governo trabalha com um orçamento que trará um "grande aperto em termos de despesa com pessoal" e "recomposição dos precatórios cuidadosa e conservadora".

"Vamos resolver assim, não com narrativa ideológica, e sim com compromissos pragmáticos", pontuou.

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