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    FMI libera US$ 800 milhões para Argentina consolidar processo de desinflação

    Fundo vê programa em "bom caminho" para cumprir critérios

    Presidente da Argentina, Javier Milei
    Presidente da Argentina, Javier Milei 25/05/2024 - REUTERS/Agustin Marcarian

    João Nakamurada CNN São Paulo

    O Conselho Executivo do Fundo Monetário Internacional (FMI) aprovou nesta quinta-feira (13) que a Argentina receba mais US$ 800 milhões em seu acordo de empréstimos com o Fundo.

    Com a conclusão da oitava revisão do acordo, os saques da Argentina com o órgão totalizam US$ 41,4 bilhões.

    De acordo com o FMI, os recursos apoiarão os esforços das autoridades para restaurar a estabilidade econômica no país e consolidar o processo de desinflação observado.

    A inflação na Argentina caiu pela metade de abril para maio, atingindo 4,2%, segundo dados do Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (INDEC, na sigla em espanhol). Em abril, o índice havia subido 8,8%.

    O Conselho Executivo do Fundo avalia que o programa de empréstimos está “firmemente no caminho certo”, cumprindo — com margens — os critérios estabelecidos até o final de março deste ano.

    O Fundo reforça que o governo deve seguir promovendo sua política de ajuste fiscal, além de estruturar e reforçar sua política cambial e monetária.

    Além da queda na inflação, o governo Milei vem registrando uma sequência de superávits desde o começo do ano, após o início da “terapia de choque” econômica proposta pelo presidente libertário.

    Contudo, estudos apontam que a pobreza na Argentina chegou ao maior patamar em 20 anos, após a forte desvalorização do câmbio estabelecida por Javier Milei no início do governo.

    Em sua publicação, o Fundo reforçou que o país deve se atentar aos mais vulneráveis e garantir a agilidade na elaboração de políticas.