Governo estima R$ 5,2 bi por ano com debêntures de minerais críticos

Com benefícios fiscais, nova portaria com regras para emissão de debêntures vale para projetos ligados ao cobalto, cobre, lítio, níquel e terras raras

Gabriel Garcia, da CNN Brasil, Brasília
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Com o direito a debêntures incentivadas, o governo federal publicou, nesta sexta-feira (14), uma portaria que regulamenta a emissão de debêntures para projetos de transformação de minerais estratégicos voltados à transição energética.

Debêntures são títulos de dívida emitidos por empresas para captar recursos no mercado.

Em troca, os investidores recebem juros. No caso das debêntures incentivadas e debêntures de infraestrutura, há isenção de IR (Imposto de Renda), aumentando a atratividade desses títulos.

A política pretende atrair investimento privado e fortalecer a indústria de transformação mineral, especialmente nas etapas de refino e separação desses minérios.

Pela portaria, gastos de lavra e desenvolvimento de mina só poderão usar recursos das debêntures se ocorrerem dentro do mesmo cronograma de investimento da planta de transformação mineral, e, ainda assim, estão limitados a no máximo 49% do total captado.

A regra impede que o incentivo fiscal seja direcionado majoritariamente à mineração bruta e garante que a maior parte dos recursos financie, de fato, etapas de refino e agregação de valor, processo mais complexo da cadeia.

Segundo o Ministério de Minas e Energia, o investimento total estimado é de R$ 5,2 bilhões por ano.

Para a emissão de títulos com benefícios fiscais, como debêntures de infraestrutura e debêntures incentivadas, são considerados minerais estratégicos para a transição energética o cobalto, cobre, lítio, níquel, e elementos de terras raras.

A portaria estabelece que a emissão de títulos beneficiados só pode cobrir despesas de capital dos projetos, ou seja, gastos de investimento, não custos operacionais.

De imediato, o ministério aponta que projetos de sulfato de níquel e cobalto em São Paulo (SP) e no Pará (PA), além de plantas de carbonato de lítio em Minas Gerais (MG), estão entre os potenciais beneficiados pelo novo programa.

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