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Governo prepara "pacotão do petróleo" com quase R$ 40 bi para 2025 e 2026

Medidas foram apresentadas pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, ao presidente Lula e servem como alternativa ao aumento do IOF

Daniel Rittner e Vitória Queiroz, da CNN, em Brasília
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O governo tenta fechar um "pacotão" de R$ 35 bilhões a R$ 40 bilhões em receitas adicionais de petróleo, entre 2025 e 2026, como uma alternativa ao aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

As medidas foram apresentadas nesta segunda-feira (2) pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Elas independem de aval do Congresso.

Segundo fontes do governo, mais de R$ 20 bilhões devem entrar no caixa da União já em 2025. Outras iniciativas têm efeito também em 2026.

Os ministros da Casa Civil, Rui Costa, e da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, participaram da reunião no Palácio do Planalto em que as medidas foram apresentadas.

A ação de maior impacto, individualmente, é o projeto de lei - enviado ao Congresso Nacional na semana passada - que autoriza a venda de óleo da União em áreas adjacentes nos campos de Tupi, Mero e Atapu.

Algumas medidas, como a alteração dos critérios para participações especiais (uma espécie de royalty em áreas altamente produtivas que operam pelo regime de concessão), deverão gerar receitas adicionais também para estados e municípios.

Medidas em 2025 (com parte dos efeitos em 2026)

  • Projeto de lei para venda antecipada de óleo da União em áreas adjacentes nos campos de Tupi, Mero e Atapu = R$ 15 bilhões;
  • Aprovação, pela ANP, do acordo de individualização da produção do campo de Jubarte = R$ 2 bilhões;
  • Alteração do decreto sobre participações especiais (com efeito sobre o campo de Tupi) = R$ 9 bilhões (R$ 4,5 bilhões para a União e R$ 4,5 bilhões para estados e municípios);
  • Aprovação, pela ANP, da revisão dos preços de referência de petróleo (com vigência a partir de julho) = R$ 3 bilhões (R$ 1,5 bilhão para a União e R4 1,5 bilhão para estados e municípios);
  • Bônus de assinatura dos blocos leiloados na rodada de oferta permanente da ANP = R$ 150 milhões;
  • Aprovação, pela ANP, da redeterminação do campo de Sapinhoá = R$ 100 milhões.

Medidas em 2026

  • Aumento da arrecadação com a venda de óleo da União pela PPSA (de R$ 17 bilhões para R$ 25 bilhões) = R$ 8 bilhões;
  • Assinatura de manifestações conjuntas do Ministério do Meio Ambiente e do Ministério de Minas e Energia para licitar novos blocos exploratórios nas bacias de Campos, Santos, Espírito Santo e Pelotas = R$ 1 bilhão.
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