Governo: Projeção do PIB tem leve viés de baixa após resultado do 2° tri
Para este ano, Ministério da Fazenda projeta crescimento da economia em 2,5%; no último trimestre, PIB avançou 0,4%
O Ministério da Fazenda informou nesta terça-feira (2) que a estimativa de crescimento da economia brasileira para 2025 tem leve viés de baixa devido à desaceleração mais acentuada no segundo trimestre. Para este ano, o governo federal projeta PIB (Produto Interno Bruto) em 2,5%.
O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou nesta terça-feira (2) que o PIB cresceu 0,4% no segundo trimestre. O dado reflete uma perda de fôlego frente ao resultado do 1º trimestre, quando a economia avançou 1,4%, com impulso do agronegócio.
"A estimativa de crescimento de 2,5% para 2025 tem leve viés de baixa devido à desaceleração mais acentuada do crescimento no segundo trimestre comparativamente ao esperado em julho e ainda em repercussão aos efeitos defasados e cumulativos da política monetária na atividade econômica", diz a pasta.
A análise é da SPE (Secretaria de Política Econômica) do Ministério da Fazenda. A desaceleração já era esperada pela equipe econômica. O resultado está em linha com as projeções da SPE (0,4%) e abaixo das estimativas do mercado (0,3%).
Para o terceiro trimestre, a SPE projeta que o crescimento do PIB será pouco inferior ao observado nos três meses anteriores. Na avaliação da equipe econômica, o mercado de trabalho deve impulsionar a economia no período, apesar do aumento das taxas de juros.
“Embora a desaceleração nas concessões de crédito venha se acentuando nos últimos meses, junto com o aumento nas taxas de juros bancárias e na inadimplência, o mercado de trabalho segue resiliente, podendo impulsionar a atividade junto ao pagamento dos precatórios e à recente expansão do crédito consignado ao trabalhador”, diz a SPE.
Na comparação com o mesmo período de 2024, o PIB apresentou crescimento de 2,2% no segundo trimestre, em linha com a expectativa nessa base de comparação, desacelerando ante a alta de 2,9% verificada no primeiro trimestre de 2025.


