Haddad: Brasil não pode tomar decisões açodadas diante da alta do petróleo

Ministro da Fazenda comparou disparada do petróleo ao tarifaço dos EUA

Vitória Queiroz, da CNN Brasil, Brasília
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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, comparou o temor dos mercados diante da disparada do preço do petróleo ao tarifaço implementado pelos Estados Unidos, ao ser questionado nesta terça-feira (10) sobre o impacto do conflito na próxima decisão do Copom (Comitê de Política Monetária).

Para o chefe da pasta econômica, o Brasil não pode tomar decisões “açodadas”. Haddad afirmou que a sua equipe está monitorando a volatilidade dos preços, elaborando cenários e soluções para cada um deles. 

“Não podemos correr riscos de tomar decisões açodadas. No caso do tarifaço, houve um pânico gerado pela extrema direita de que aquilo ia quebrar a economia brasileira e que o Brasil finalmente ia se render ao império do Norte”, disse a jornalistas.

Na última ata do Copom, o colegiado confirmou o início do corte dos juros. O Banco Central já sinalizou que está incorporando em sua análise o conflito do Oriente Médio, mas que é necessário aguardar mais dados. 

O preço do barril de petróleo ultrapassou US$ 100 na última segunda-feira (9). Horas depois, o sinal inverteu e a commodity opera em queda nesta terça-feira após falas de Donald Trump sobre o fim do conflito no Irã e com o recuo dos Estados Unidos em sanções.

“O preço do petróleo está oscilando dia a dia. Não pode com base nisso já ir tomando decisões estruturais que vão comprometer. Tem que observar o andar das coisas e estabelecer cenários como fizemos no caso do tarifaço”, disse Haddad. 

 

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